Huambo: sistema prisional colhe toneladas e reduz dependência externa
O Serviço Penitenciário no Huambo prevê colher cerca de 150 toneladas de produtos agrícolas na presente campanha, num esforço que visa reforçar a auto-sustentabilidade alimentar nas unidades prisionais.

Registro autoral da fotografia
A produção será assegurada pelo destacamento agro-pecuário do Sambo, que já mobilizou 110 hectares dos 1.101 disponíveis. Entre as culturas destacam-se milho, feijão, mandioca, soja, hortícolas e batata, com previsão de 110 toneladas apenas de milho, além de 60 toneladas de repolho, num aumento face à campanha anterior.
Segundo o superintendente prisional chefe Ricardo de Jesus, a escassez de recursos continua a limitar a expansão da produção, com necessidade urgente de mais tractores, sementes e fertilizantes. Ainda assim, o projecto mantém-se como peça-chave na estratégia de segurança alimentar do sistema prisional.
Metade da produção destina-se ao consumo interno de reclusos e funcionários, enquanto 30 por cento será redistribuído por outras unidades e 20 por cento colocado no mercado, garantindo a continuidade do ciclo produtivo. A iniciativa conta com o envolvimento de cerca de 300 reclusos, integrados em regime semi-aberto.
A aposta agrícola surge também como resposta à sobrelotação do estabelecimento prisional de Cambiote, que alberga actualmente mais de 1.500 reclusos, acima da sua capacidade, reforçando o papel destas actividades na ocupação útil e reintegração social.
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