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INJUSTIÇA DENUNCIADA: Luta da Konda Marta contra opressão no Talatona com novo capítulo

Aventa-se que os agentes da Polícia Nacional estão a ser remunerados para proteger os interesses de oficiais superiores no perímetro em litígio.

Registro autoral da fotografia

Há 10 meses
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Numa reviravolta de eventos no Distrito Urbano da Cidade Universitária, em Luanda, o director-geral da empresa “Konda Marta” acusou o Comando da Polícia de Talatona e a Administração local de conspirar para desalojar camponesas dos seus terrenos. Alega-se que uma reunião de emergência foi realizada, resultando num plano para demolir um muro de vedação construído pelas camponesas, numa tentativa de impedir a usurpação dos terrenos.

O porta-voz das camponesas denunciou que agentes da Polícia Nacional, supostamente envolvidos nas operações contra a “Konda Marta”, estão a ser remunerados para proteger os interesses de oficiais superiores. Estes oficiais são acusados de utilizar recursos estatais para benefício próprio.

Daniel Neto, um representante das camponesas, expressou descontentamento com o silêncio do Presidente da República face às repetidas invasões de terrenos. Relatou ainda que, após a demolição das residências e a detenção de quatro camponesas, o comandante Provincial de Luanda, Francisco Ribas, é acusado de continuar a utilizar a força policial para intimidar as camponesas.

Este incidente levanta questões sérias sobre o uso da autoridade e a proteção dos direitos das camponesas em Angola. A comunidade aguarda ansiosamente por respostas e ações concretas das autoridades competentes.