Luta inacabada contra minas de guerra ofusca os ganhos da paz em Angola
Angola, uma nação que almeja a paz e o progresso após anos de conflito, ainda enfrenta o desafio de erradicar os engenhos explosivos que assombram seu solo. A promessa de desenvolvimento e crescimento é constantemente minada pela presença desses dispositivos mortais que continuam a ceifar vidas inocentes.

Registro autoral da fotografia
A remoção de engenhos explosivos em Angola tem sido uma batalha árdua e contínua. Desde 2007, mais de 14 mil engenhos foram removidos apenas na província do Uíge, cobrindo uma área de 144,2 milhões de metros quadrados. No entanto, o país ainda conta com mil e cem áreas suspeitas de conter minas activas, espalhadas pelas 18 províncias2.
Em 2023, o Departamento Provincial do Centro Nacional de Desminagem (CND) destruiu 669 engenhos explosivos em Malanje, numa área de 2.271 metros quadrados. Apesar desses esforços, acidentes trágicos continuam a ocorrer. No mesmo ano, um acidente com uma mina anti-pessoal em Quissole, município de Malanje, resultou na morte de um jovem de 21 anos.
A situação é particularmente crítica em áreas rurais, onde a falta de mapeamento adequado das áreas minadas durante o conflito armado dificulta a desminagem4. A prática de recolha de material ferroso, especialmente por menores, aumenta o risco de acidentes.
Impacto Social
O impacto dos engenhos explosivos na sociedade angolana é profundo. As minas não só representam uma ameaça à vida, mas também impedem o desenvolvimento econômico, pois terras agrícolas e rotas de comércio permanecem inacessíveis. Além disso, as vítimas de explosões muitas vezes enfrentam desafios significativos, incluindo incapacidade física e traumas psicológicos.
O governo angolano, com o apoio de organizações internacionais, tem trabalhado para limpar os campos e cidades das minas. A desminagem é uma prioridade nacional, e o país se comprometeu a estar livre de minas terrestres até 20255. No entanto, a falta de recursos e a necessidade de mais tempo são obstáculos que ainda precisam ser superados5.
A luta contra os engenhos explosivos é uma questão de vida ou morte para muitos angolanos. Enquanto o governo e a comunidade internacional continuam seus esforços, a urgência de resolver este problema é clara. O desenvolvimento de Angola depende da capacidade de transformar campos minados em terras de esperança e prosperidade.
É imperativo que a comunidade internacional e os cidadãos angolanos mantenham a pressão para uma solução definitiva. A remoção completa dos engenhos explosivos é essencial para garantir um futuro seguro e próspero para Angola.
PONTUAL fonte credível de informação.
Notícias que você também pode gostar
Angola prepara-se para dar um passo estratégico no sector energético. O Presidente da República autorizou a concessão do sistema de transporte de energia eléctrica que permitirá interligar a rede nacional à da República Democrática do Congo (RDC), um projecto que promete reforçar a integração regional e transformar o país num importante fornecedor de electricidade na África Central.
Há 3 semanas
O acesso aos hospitais públicos poderá deixar de ser totalmente gratuito em Angola. O Executivo propõe que os cidadãos com capacidade financeira passem a suportar até 30% dos custos da assistência médica, enquanto o Estado assumirá os restantes 70%, no âmbito da nova Proposta de Lei de Bases do Sistema de Saúde.
Há 3 semanas
O Presidente da República autorizou um novo financiamento de 63,9 mil milhões de kwanzas para acelerar o reassentamento definitivo das famílias afectadas pelas cheias que devastaram a província de Benguela em Abril. A decisão surge numa altura em que aumentam as críticas à forma como decorre o apoio aos sinistrados.
Há 3 semanas
A inteligência artificial volta a dominar o debate tecnológico em Angola. Nos dias 13 e 14 de Julho, Luanda acolhe a 2.ª edição do Fórum Nacional de Inteligência Artificial (FNIA 2026), um encontro que promete reunir líderes, especialistas e decisores para discutir o futuro da transformação digital e o impacto da IA no desenvolvimento económico do país.
Há 3 semanas
A província do Uíge volta a estar no centro da memória da Guerra Colonial. A Liga dos Combatentes deu início a uma nova fase da Operação Embondeiro, que prevê a identificação de 108 sepulturas de militares portugueses e a exumação de 18 restos mortais numa primeira etapa, numa missão que se prolongará até Setembro.
Há 3 semanas
O Banco de Negócios Internacional (BNI) iniciou uma nova fase da sua história com a entrada em funções de um novo Conselho de Administração, na sequência de uma profunda recapitalização que reforçou a solidez financeira da instituição e alterou o controlo accionista do banco.
Há 3 semanas
A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, foi eleita vice-presidente do Comité de Coordenação Interagências dos Países Implementadores da GAVI – Aliança Global para Vacinas, uma escolha que reforça a influência de Angola nas grandes decisões internacionais sobre imunização e saúde pública.
Há 3 semanas
A Assembleia Nacional vai lançar, esta sexta-feira, o Prémio de Estudos Parlamentares “26 de Novembro”, uma iniciativa que promete aproximar a academia do poder legislativo e incentivar a produção de investigação científica sobre o funcionamento do Parlamento angolano e o reforço do Estado Democrático de Direito.
Há 3 semanas
Angola prepara-se para dar um passo estratégico no sector energético. O Presidente da República autorizou a concessão do sistema de transporte de energia eléctrica que permitirá interligar a rede nacional à da República Democrática do Congo (RDC), um projecto que promete reforçar a integração regional e transformar o país num importante fornecedor de electricidade na África Central.
Há 3 semanas
O acesso aos hospitais públicos poderá deixar de ser totalmente gratuito em Angola. O Executivo propõe que os cidadãos com capacidade financeira passem a suportar até 30% dos custos da assistência médica, enquanto o Estado assumirá os restantes 70%, no âmbito da nova Proposta de Lei de Bases do Sistema de Saúde.
Há 3 semanas
O Presidente da República autorizou um novo financiamento de 63,9 mil milhões de kwanzas para acelerar o reassentamento definitivo das famílias afectadas pelas cheias que devastaram a província de Benguela em Abril. A decisão surge numa altura em que aumentam as críticas à forma como decorre o apoio aos sinistrados.
Há 3 semanas
A inteligência artificial volta a dominar o debate tecnológico em Angola. Nos dias 13 e 14 de Julho, Luanda acolhe a 2.ª edição do Fórum Nacional de Inteligência Artificial (FNIA 2026), um encontro que promete reunir líderes, especialistas e decisores para discutir o futuro da transformação digital e o impacto da IA no desenvolvimento económico do país.
Há 3 semanas
A província do Uíge volta a estar no centro da memória da Guerra Colonial. A Liga dos Combatentes deu início a uma nova fase da Operação Embondeiro, que prevê a identificação de 108 sepulturas de militares portugueses e a exumação de 18 restos mortais numa primeira etapa, numa missão que se prolongará até Setembro.
Há 3 semanas
O Banco de Negócios Internacional (BNI) iniciou uma nova fase da sua história com a entrada em funções de um novo Conselho de Administração, na sequência de uma profunda recapitalização que reforçou a solidez financeira da instituição e alterou o controlo accionista do banco.
Há 3 semanas
A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, foi eleita vice-presidente do Comité de Coordenação Interagências dos Países Implementadores da GAVI – Aliança Global para Vacinas, uma escolha que reforça a influência de Angola nas grandes decisões internacionais sobre imunização e saúde pública.
Há 3 semanas
A Assembleia Nacional vai lançar, esta sexta-feira, o Prémio de Estudos Parlamentares “26 de Novembro”, uma iniciativa que promete aproximar a academia do poder legislativo e incentivar a produção de investigação científica sobre o funcionamento do Parlamento angolano e o reforço do Estado Democrático de Direito.
Há 3 semanas













