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Macau coloca viajantes de Angola sob vigilância após alerta internacional sobre ébola

As autoridades de Macau passaram a impor, a partir desta Terça-feira, um período obrigatório de vigilância sanitária de 21 dias para todos os viajantes provenientes de países considerados de risco para a propagação do Ébola, incluindo Angola, numa altura em que cresce o receio internacional face ao avanço da epidemia em África.

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A decisão surge depois de o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana ter colocado Angola entre os 12 países vulneráveis à propagação do vírus, ao lado da República Democrática do Congo, epicentro do surto, bem como do Uganda, Quénia, Ruanda e outros Estados da região. Em comunicado, os Serviços de Saúde de Macau anunciaram que os viajantes oriundos destes países terão de cumprir medidas rigorosas de monitorização durante três semanas, período máximo de incubação da doença.

As autoridades sanitárias alertam que o vírus provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa, responsável pela morte de mais de 15 mil pessoas em África nas últimas décadas. Entre os sintomas suspeitos constam febre, fadiga extrema, dores de cabeça, vómitos, diarreia, erupções cutâneas e hemorragias inexplicáveis. Qualquer viajante com sinais da doença será imediatamente encaminhado para exames e isolamento hospitalar.

O endurecimento das medidas acontece dias depois de a Organização Mundial da Saúde declarar Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional. O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, admitiu um “atraso na detecção da epidemia” e classificou o cenário como “extremamente grave e difícil de gerir”. Até ao momento, já foram registados mais de 900 casos suspeitos e 220 mortes suspeitas relacionadas com a nova vaga da doença.

Apesar da escalada da preocupação mundial, a OMS insiste que os países não devem fechar fronteiras nem impor restrições às viagens e ao comércio, alertando que medidas extremas podem agravar ainda mais a situação. A organização sublinha ainda que não existem, para já, vacinas ou tratamentos específicos aprovados para o vírus Bundibugyo, uma variante do ébola com taxa de letalidade que pode atingir os 50 por cento.