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streito de Ormuz, fundos congelados e ONU: os trunfos do Irão nas negociações de paz

O Irão revelou que pretende ver um eventual acordo de paz com os Estados Unidos ratificado pelo Conselho de Segurança da ONU, numa exigência que surge numa fase decisiva das negociações destinadas a reduzir as tensões no Médio Oriente.

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A assinatura do entendimento está prevista para sexta-feira, em Genebra, numa iniciativa mediada pelo Paquistão. Segundo Teerão, o documento em preparação não se limitará ao cessar das hostilidades, incluindo também futuras negociações sobre o programa nuclear iraniano, cujos contornos ainda permanecem por definir.

Entre os pontos considerados fundamentais pelas autoridades iranianas está o pagamento de indemnizações por parte dos Estados Unidos pelos prejuízos causados pela guerra, bem como o desbloqueio de fundos iranianos congelados no estrangeiro. A proposta prevê ainda que o acordo seja submetido à aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas cerca de 60 dias após a sua assinatura, reforçando o seu peso político e diplomático.

Numa outra frente, o Irão anunciou a intenção de aplicar taxas aos navios que utilizem o Estreito de Ormuz, justificando a medida com custos associados à segurança marítima, protecção ambiental e serviços de navegação. Paralelamente, Teerão defende que qualquer entendimento regional deve contemplar garantias de cumprimento, por parte de Israel, dos compromissos ligados ao fim da guerra no Líbano, posição apoiada pelo Hezbollah.

Apesar dos sinais de aproximação, a diplomacia iraniana admite que continua a existir uma profunda desconfiança em relação a Washington, considerando que um eventual acordo representará apenas o primeiro passo de um processo mais amplo para estabilizar a região e encerrar um dos mais delicados capítulos da crise no Médio Oriente.