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Presidente João Lourenço apela à resiliência de Moçambique perante catástrofe climática

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, expressou profunda preocupação e pesar pelas cheias que assolam Moçambique, deixando um rasto de mortes, destruição e milhares de desalojados, numa mensagem dirigida ao seu homólogo moçambicano, Daniel Chapo.

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Na nota tornada pública pelos serviços de imprensa da Presidência angolana, João Lourenço endereça condolências às famílias enlutadas e manifesta solidariedade para com o povo moçambicano, sublinhando a confiança na capacidade de superação do país face à tragédia.

O Chefe de Estado angolano destaca o espírito de resiliência da população moçambicana como factor determinante para ultrapassar o momento de adversidade, defendendo uma resposta firme orientada para a recuperação e reconstrução das zonas severamente atingidas pelas intempéries.

Entretanto, o balanço humano e material continua a agravar-se. Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que as chuvas já provocaram pelo menos 112 mortos, três desaparecidos e 99 feridos, no período compreendido entre 1 de Outubro e 19 de Janeiro.

As cheias afectaram mais de 645 mil pessoas, correspondentes a cerca de 122 mil famílias, com mais de 16 mil habitações danificadas, entre parcialmente e totalmente destruídas, agravando a situação humanitária em várias regiões do país.

Segundo o Governo moçambicano, cerca de 40 por cento da província de Gaza encontra-se submersa, com distritos da província de Maputo igualmente inundados e pelo menos 152 quilómetros de estradas nacionais completamente destruídos, comprometendo a mobilidade e o abastecimento às populações.