0º C

21 : 20

“Saio de consciência tranquila”, afirma Pitta Gróz no fim do mandato

À beira de deixar o cargo, Hélder Pitta Gróz garante sair de “consciência tranquila”, afirmando ter dado tudo durante o seu mandato à frente da Procuradoria-Geral da República e deixando, segundo disse, uma base sólida para o futuro.

Registro autoral da fotografia

Há 2 horas
2 minutos de leitura

Em declarações à imprensa, à margem do lançamento do Plano Estratégico para o Combate aos Crimes contra a Vida Selvagem e Ambientais, o ainda Procurador-Geral sublinhou o empenho pessoal e o contributo da equipa que o acompanhou ao longo dos últimos anos, destacando o trabalho realizado desde que assumiu funções em 2017.

Sobre o combate à corrupção, uma das marcas do seu mandato, Pitta Gróz reconheceu que se trata de um desafio permanente, defendendo que nenhum país conseguiu eliminá-la por completo. Ainda assim, assegurou que Angola tem feito progressos consistentes na sua contenção, com o envolvimento dos مختلف operadores de justiça.

Relativamente aos processos mais mediáticos, admitiu a complexidade de vários dossiês, apontando o caso de Isabel dos Santos, já em tribunal e a aguardar julgamento, e o processo envolvendo Manuel Vicente, ainda dependente de diligências internacionais e respostas externas que condicionam o seu andamento.

No domínio da recuperação de activos, revelou que continuam em curso esforços para repatriar valores significativos localizados no estrangeiro, incluindo cerca de mil milhões de dólares na Suíça, mais de 500 milhões em Singapura e 200 milhões nas Bermudas, manifestando confiança de que esses montantes acabarão por regressar ao país. Entretanto, a sucessão já entrou na fase final, com três nomes submetidos à decisão do Presidente João Lourenço.