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Justiça recusa libertar Osvaldo Caholo e mantém prisão preventiva

O Tribunal da Comarca de Luanda decidiu manter em prisão preventiva o activista Osvaldo Caholo, no mesmo dia em que teve início um julgamento que já concentra forte atenção pública.

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A decisão surge apesar da contestação da defesa. O advogado Sérgio Raimundo defendeu a substituição da medida de coacção por prisão domiciliária, alegando que o arguido se encontra devidamente identificado e sem risco de fuga. Ainda assim, o tribunal optou por manter a detenção.

O processo envolve acusações de incitação à violência, apologia pública ao crime e rebelião, formuladas pelo Ministério Público. Os factos remontam a Julho de 2025, período em que o activista terá utilizado as redes sociais para proferir alegadas ameaças durante a greve dos taxistas.

A defesa sustenta que casos com contornos políticos tendem a manter os arguidos privados de liberdade até julgamento, apontando exemplos anteriores. A posição reforça o carácter sensível do processo, que continua a gerar debate.

Detido desde 19 de Julho do ano passado, Osvaldo Caholo enfrenta agora um julgamento que poderá marcar um ponto decisivo no seu percurso judicial e no debate sobre liberdade de expressão e segurança pública em Angola.