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Sobre as candidaturas no MPLA: só avança quem o partido escolher, diz mandatário de JLO

O MPLA começou a afinar a máquina eleitoral para 2027 e o recado saiu sem rodeios. O mandatário da candidatura de João Lourenço à liderança do partido, Jú Martins, afirmou esta Segunda-feira, em Luanda, que ninguém chega a candidato presidencial “por vontade própria”, mas apenas por decisão estratégica do partido.

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As declarações surgiram após a formalização da candidatura de João Lourenço à presidência do MPLA, num momento em que o debate sobre uma possível bicefalia entre o líder do partido e o futuro candidato presidencial ganha força nos bastidores políticos. Jú Martins afastou esse cenário e defendeu a necessidade de um “fio condutor estratégico único” até às eleições gerais de 2027, sublinhando que a prioridade é preservar a estabilidade, a disciplina interna e a coesão política.

O deputado revelou que foram entregues 11.118 assinaturas de apoio à candidatura de João Lourenço, acrescentando que existia um número ainda maior de militantes dispostos a subscrever a candidatura. Segundo explicou, o actual Presidente do MPLA já vinha a preparar o terreno político antes de anunciar oficialmente a recandidatura, incluindo a elaboração de uma moção estratégica destinada a mobilizar os cerca de 3.000 delegados ao congresso do partido.

Num discurso marcado por comparações militares e linguagem estratégica, Jú Martins afirmou que o MPLA está a avaliar “o teatro de operações políticas”, medindo forças e fragilidades internas e externas antes de definir o perfil ideal para conduzir o partido à vitória eleitoral. O político recordou ainda que o Comité Central será o órgão responsável por aprovar o candidato presidencial, o vice-presidente, as listas de deputados e o manifesto eleitoral do partido.

Ao justificar a continuidade de João Lourenço na liderança do MPLA, Jú Martins considerou que separar a liderança partidária da coordenação estratégica do Executivo poderia fragilizar os objectivos eleitorais do partido. “Ser candidato do MPLA à Presidência da República não é para quem quer, é para quem o MPLA entende ser o mais adequado”, rematou.