Angola conta com Portugal e Brasil como parceiros na energia, diz secretário de Estado
O Secretário de Estado da Energia defendeu que Angola conta com Portugal e Brasil para o desenvolvimento de projectos na área da energia e garantiu que vai continuar a expandir a exploração petrolífera.

Registro autoral da fotografia
“A exploração petrolífera não deve ser vista como um tema de sete cabeças. E, nós, mais uma vez, não abdicaremos de fazer recurso à nossa matriz de recursos naturais, desde que a sua exploração esteja associada às melhores práticas internacionais, no que diz respeito à protecção ambiental e à necessidade de prover os nossos cidadãos de uma vida melhor”, afirmou Arlindo Bota Manuel Carlos, em entrevista à Lusa no Estoril, à margem da II Conferência de Energia CPLP, que terminou na Quarta-feira.
Segundo o governante, “sem abdicar de todos os recursos” de que dispõe, Angola, como país soberano, vai “tomar as decisões que se revelarem mais sustentáveis” à sua economia e “mais adequadas aos (…) acordos de cooperação com países amigos, de entre os quais Portugal, um amigo de Angola”, uma alusão indirecta à participação da portuguesa Galp na exploração e produção de petróleo em Angola.
Assegurando que os recursos petrolíferos são para continuar a explorar, Arlindo Bota não quis adiantar prazos para novas concessões nem novas zonas possíveis de pesquisa.
De entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), destacou igualmente o Brasil.
“Sem desprimor para outros, particularmente Portugal, a República Federativa do Brasil tem sido um dos parceiros importantes do Governo de Angola” também no sector, referiu.
Salientando que Angola tem desenvolvido projectos de energia “sem recurso a fontes fósseis”, referiu que o país gostaria de desenvolver outros projectos da área energética com parceiros privados, como centrais a gás natural ou de ciclo combinado.
“Angola dispõe de uma reserva de gás assinalável” e já tem infra-estruturas que fazem recurso à utilização dessa fonte energética “limpa” para a produção de electricidade, com uma central de ciclo combinado no norte de Angola, com uma capacidade de 750 megawatts, frisou.
Segundo o governante, Angola pondera “a utilização de todas as fontes limpas que concorrem para o serviço público de electricidade, que se revelem fiáveis, de baixo custo e de utilização contínua”.
Por isso, o país está a “ponderar um modelo um pouco mais aberto ao mercado, considerando a possibilidade de entidades privadas juntarem-se a este exercício. A lei prevê isso e abre maior competitividade, e estas centrais poderão ser desenvolvidas por essas entidades privadas, desde que tenham os contratos de concessão dos volumes de gás necessários assegurados”, sublinhou.
Segundo Arlindo Bota, o Governo já foi contactado por “várias entidades” privadas, “manifestando interesse” naquele tipo de projectos. Só que não recebeu até agora “estudos de viabilidade”, e sem estes não poderá tomar decisões.
Assegurou “o firme comprometimento” do país em seguir “com uma matriz muito mais verde” e realçou que Angola já dispõe de “uma matriz onde 64 por cento da sua capacidade é renovável, da qual 60 por cento é de hidroelectricidade e quatro por cento solar”.
Nos 60 por cento de capacidade hidroeléctrica do país, especificou, não estão contabilizadas nem a barragem de Caculo Cabassa, de 2172 megawatts, que deverá estar pronta nos próximos anos, nem os quatro megawatts associados à tecnologia solar fotovoltaica de projectos em curso, que irão beneficiar sobretudo comunidades remotas e desfavorecidas “e que concorrem para a erradicação da pobreza em Angola”.
De acordo com os dados referidos por Arlindo Bota, Angola dispõe neste momento de “uma taxa de electrificação de 44 por cento”, mas o país tem como meta chegar a 2027 com uma taxa de 50 por cento de electrificação.
Fez questão de sublinhar que, em 2015, Angola tinha um consumo de combustível diesel equivalente a 1.364 milhões de litros e uma emissão de gases com efeito de estufa de 3.547 milhões de toneladas de dióxido de carbono.
Em 2024, Angola reduziu a utilização de diesel, passando para 430 milhões de litros por ano, “uma redução substancial de 1.119 milhões de litros”, frisou.
“A economia petrolífera gera condições para o lançamento de outras matrizes, que concorrem para uma melhor contribuição. E nós hoje estamos a levar electricidade a circunscrições do nosso território onde nunca, antes do 25 de Abril, as antigas entidades coloniais levaram electricidade, e com uma população muito maior do que tinham nesse tempo, realçou.
C/VA
Notícias que você também pode gostar
As caixas comunitárias financiadas pelo programa Kwenda estão a mudar o cenário económico em várias comunidades de Benguela. Agricultores beneficiários garantem que os empréstimos concedidos através das cooperativas já estão a gerar rendimento, aumentar a produção e fortalecer a economia local.
Há 20 horas
Luanda prepara-se para receber, na próxima semana, uma das maiores plataformas internacionais dedicadas ao investimento e ao turismo, num evento que deverá reunir mais de mil participantes de alto nível e reforçar a projecção de Angola no mapa económico global.
Há 20 horas
A circulação imprudente junto à linha férrea continua a fazer vítimas em Angola. Só nos primeiros cinco meses deste ano, cinco pessoas perderam a vida após desrespeitarem a sinalização ferroviária, revelou esta quinta-feira o Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL).
Há 20 horas
Uma operação da Polícia Nacional expôs uma alegada rede de falsificação de moeda estrangeira em Luanda, culminando na detenção de seis suspeitos, entre os quais um cidadão português, e na apreensão de 9.600 dólares falsificados prontos para entrar em circulação.
Há 20 horas
O arranque do Angotic 2026 ficou marcado por uma tentativa de ataque cibernético ao portal oficial do evento, numa acção que provocou perturbações temporárias, mas que, segundo as autoridades, não comprometeu a segurança dos dados nem o funcionamento da plataforma.
Há 20 horas
O cinema angolano voltou a brilhar além-fronteiras. A longa-metragem “Meu Semba”, realizada por Hugo Salvaterra, venceu o prémio de Melhor Filme na 35.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Innsbruck, na Áustria, reforçando a crescente projecção internacional das produções nacionais.
Há 2 dias
Aos 23 anos, Damião Molossande Kassinda acaba de dar um salto inesperado na carreira ao ser nomeado director municipal da Energia e Águas do Tômbwa, numa decisão que está a gerar destaque pelo forte sinal de aposta na juventude.
Há 2 dias
O Governo vai avançar com o recrutamento de 7.682 novos efectivos para os órgãos do Ministério do Interior, numa das maiores operações de admissão dos últimos anos destinada ao reforço da segurança pública em Angola.
Há 2 dias
As caixas comunitárias financiadas pelo programa Kwenda estão a mudar o cenário económico em várias comunidades de Benguela. Agricultores beneficiários garantem que os empréstimos concedidos através das cooperativas já estão a gerar rendimento, aumentar a produção e fortalecer a economia local.
Há 20 horas
Luanda prepara-se para receber, na próxima semana, uma das maiores plataformas internacionais dedicadas ao investimento e ao turismo, num evento que deverá reunir mais de mil participantes de alto nível e reforçar a projecção de Angola no mapa económico global.
Há 20 horas
A circulação imprudente junto à linha férrea continua a fazer vítimas em Angola. Só nos primeiros cinco meses deste ano, cinco pessoas perderam a vida após desrespeitarem a sinalização ferroviária, revelou esta quinta-feira o Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL).
Há 20 horas
Uma operação da Polícia Nacional expôs uma alegada rede de falsificação de moeda estrangeira em Luanda, culminando na detenção de seis suspeitos, entre os quais um cidadão português, e na apreensão de 9.600 dólares falsificados prontos para entrar em circulação.
Há 20 horas
O arranque do Angotic 2026 ficou marcado por uma tentativa de ataque cibernético ao portal oficial do evento, numa acção que provocou perturbações temporárias, mas que, segundo as autoridades, não comprometeu a segurança dos dados nem o funcionamento da plataforma.
Há 20 horas
O cinema angolano voltou a brilhar além-fronteiras. A longa-metragem “Meu Semba”, realizada por Hugo Salvaterra, venceu o prémio de Melhor Filme na 35.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Innsbruck, na Áustria, reforçando a crescente projecção internacional das produções nacionais.
Há 2 dias
Aos 23 anos, Damião Molossande Kassinda acaba de dar um salto inesperado na carreira ao ser nomeado director municipal da Energia e Águas do Tômbwa, numa decisão que está a gerar destaque pelo forte sinal de aposta na juventude.
Há 2 dias
O Governo vai avançar com o recrutamento de 7.682 novos efectivos para os órgãos do Ministério do Interior, numa das maiores operações de admissão dos últimos anos destinada ao reforço da segurança pública em Angola.
Há 2 dias













