0º C

22 : 36

Angola injeta mais de 14 mil milhões por ano no petróleo

O sector petrolífero registou, nos últimos três anos, investimentos anuais superiores a 14 mil milhões de dólares, um salto expressivo face aos cerca de oito mil milhões aplicados em 2019, revelou a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).

Registro autoral da fotografia

Há 10 horas
2 minutos de leitura

Ao apresentar o balanço do período 2019-2025 e as prioridades para o ciclo 2026-2030, o presidente da ANPG, Jerónimo Paulino, avançou que as projecções para os próximos cinco anos apontam para um volume acumulado de cerca de 70 mil milhões de dólares, com o objectivo estratégico de manter a produção nacional acima de um milhão de barris por dia até 2030.

O responsável reconheceu o desafio imposto pelo declínio natural dos campos, estimado entre 15 e 16 por cento ao ano, sublinhando que o contexto actual é mais exigente do que no início dos anos 2000, quando Angola chegou a produzir três milhões de barris diários, uma vez que as novas descobertas apresentam menor dimensão.

Apesar desse cenário, Jerónimo Paulino assegurou que o país dispõe de reservas suficientes, como demonstra a extensão da vigência de grandes concessões, com o Bloco 15 prolongado até 2038 e o Bloco 17 até 2045, perspectiva que poderá empurrar a produção para além de 2050 com novas descobertas.

A estratégia governamental tem passado por ajustes fiscais e contratuais para reforçar a competitividade, sobretudo nos campos maduros, medidas que permitiram elevar o investimento anual de cerca de seis mil milhões para níveis próximos dos 15 mil milhões de dólares, consolidando a confiança dos investidores.

A ANPG revelou ainda que já foram adjudicados cerca de 65 novos blocos, num universo superior a 50 concessões lançadas desde 2019, enquanto decorrem estudos nas bacias interiores do norte e centro do país, visando identificar novas áreas petrolíferas e assegurar a sustentabilidade da produção no período pós-2030.