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Angola quer recriar o maior elefante do mundo e contar a sua história

Angola prepara-se para recriar o maior elefante do mundo de origem nacional, numa iniciativa que promete cruzar ciência, cultura e memória histórica. O projecto prevê a construção de uma réplica do emblemático animal e a produção de um documentário que acompanhe todo o processo.

Registro autoral da fotografia

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A proposta foi apresentada em Luanda, durante um encontro multissectorial promovido pelo Ministério do Ambiente, que defendeu a criação de uma comissão responsável por definir o calendário de execução e assegurar a futura instalação da peça num museu nacional, com o objectivo de valorizar o património natural e impulsionar o turismo e a educação ambiental.

Além da réplica, o plano inclui a realização de uma curta-metragem que contará a história do animal e os bastidores da sua reprodução, bem como a atribuição de um nome de raiz africana, numa tentativa de reforçar a identidade cultural e simbólica da iniciativa.

O encontro reuniu representantes de vários departamentos governamentais e foi orientado pelos ministros do Ambiente e da Cultura, com a participação do embaixador de Angola nos Estados Unidos, que destacou o impacto internacional do exemplar original, actualmente exposto no Smithsonian National Museum of Natural History, em Washington.

Durante a reunião, foi ainda evocada a relevância histórica e científica do animal, já retratada no documentário “Elefante Fantasma”, da National Geographic, e apresentada a proposta de criação de um memorial denominado “San-Koh-Fah”, destinado a preservar a memória africana e a reforçar a reflexão sobre a identidade e a herança cultural do continente.