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Angola renegocia dívida com banco americano e empresta mais 500 milhões de dólares

Angola fechou um novo acordo financeiro com o JPMorgan Chase, renovou um empréstimo de mil milhões de dólares por mais três anos, com juros mais baixos, e garantiu um financiamento adicional de 500 milhões de dólares, numa operação que reforça a tesouraria do Estado.

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Segundo informações avançadas à Bloomberg por uma fonte do Ministério das Finanças, o crédito renovado passa a ter uma taxa de juro de 8 por cento, abaixo dos 9 por cento fixados no contrato inicial assinado em 2024, o que representa uma redução relevante nos custos de financiamento do país.

A renegociação surge num contexto de maior margem negocial para o Executivo, beneficiando da descida dos custos de financiamento internacionais. Essa conjuntura permitiu não apenas melhorar as condições do empréstimo existente, mas também avançar para um novo crédito junto do banco norte-americano, no valor de 500 milhões de dólares.

Ainda no final de Novembro, o Governo já tinha sinalizado a intenção de renovar a linha de crédito com o JPMorgan, numa estratégia mais ampla de gestão da dívida e de regresso aos mercados internacionais de capitais em condições mais favoráveis.

Em Outubro, Angola captou 1,75 mil milhões de dólares na primeira emissão de Eurobonds em três anos, com títulos a cinco e dez anos, fixados a taxas de 9,25 por cento e 10,125 por cento, respectivamente, numa operação acompanhada de perto pelos investidores.

Apesar destas manobras financeiras, a dívida pública deverá subir para 63,2 por cento do Produto Interno Bruto em 2026, acima dos 62,4 por cento estimados para 2025, de acordo com projecções do Fundo Monetário Internacional.