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Apagão na Unitel chega ao Parlamento. UNITA exige inquérito e quer explicações urgentes

O apagão que deixou milhões de clientes da Unitel sem comunicações poderá transformar-se num caso político. A UNITA anunciou que vai propor a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar as causas da falha que paralisou os serviços da maior operadora de telecomunicações do país e exigir responsabilidades pelo sucedido.

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O anúncio foi feito pela presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Albertina Ngolo, durante a apresentação das declarações políticas trimestrais. A deputada revelou que o partido pretende solicitar ao presidente da Assembleia Nacional a realização de audições parlamentares para esclarecer as circunstâncias do incidente registado na madrugada de 28 de Julho, que interrompeu os serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet em todo o território nacional durante cerca de 36 horas.

Na intervenção, Albertina Ngolo classificou como “inaceitável” a prolongada interrupção de um serviço considerado essencial para a economia, a segurança, a saúde e a vida dos cidadãos. A parlamentar criticou a falta de informação célere e transparente durante a crise e recordou que o país inaugurou recentemente um centro de dados avaliado em milhões de dólares, defendendo que os angolanos têm direito a serviços de telecomunicações fiáveis, eficientes e compatíveis com as exigências de um Estado moderno. A dirigente da oposição voltou ainda a criticar os efeitos dos monopólios e oligopólios, considerando que prejudicam a concorrência, a qualidade dos serviços e a eficiência do mercado.

A líder parlamentar da UNITA questionou igualmente quem assumirá os prejuízos sofridos por particulares e empresas afectados pela interrupção dos serviços, defendendo que os clientes devem conhecer se haverá lugar a compensações ou indemnizações. A proposta de inquérito pretende também avaliar a capacidade de resposta das entidades responsáveis perante falhas desta dimensão.

Entretanto, a Unitel assegura que o incidente já se encontra controlado. A operadora afirma que os serviços fixos suportados por fibra óptica e feixes hertzianos nunca estiveram comprometidos e garante ter mobilizado todos os recursos técnicos e humanos para restabelecer a rede. A recuperação dos serviços móveis arrancou a 29 de Julho e permitiu a reposição parcial das comunicações em 15 províncias, mantendo a empresa o compromisso de normalizar totalmente a situação.