0º C

02 : 23

Bancos em Goma recusam ceder à pressão do M23 e mantêm portas fechadas à revelia da rebelião

Os bancos da cidade de Goma, na República Democrática do Congo (RDC), rejeitaram a exigência dos líderes do M23 para reabrirem as suas dependências sem autorização do governo de Kinshasa. A resposta foi categórica: nenhuma instituição financeira funcionará sem a aprovação do Banco Central do Congo (BCC).

Registro autoral da fotografia

Há 2 meses
2 minutos de leitura

A decisão foi comunicada nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, durante um encontro entre chefes de bancos, cooperativas de poupança e crédito e instituições de microfinanças com representantes do grupo rebelde que ocupa Goma há várias semanas. Apesar da pressão do M23, as instituições financeiras mantiveram a sua posição alinhada com as diretrizes de Kinshasa.

O pedido dos rebeldes surge após o crescente desespero da população local, que clama pelo acesso ao dinheiro para suprir necessidades básicas. No entanto, os bancos afirmam que qualquer movimentação financeira sob ocupação rebelde pode ser interpretada como um reconhecimento da autoridade do M23 sobre a cidade, algo que Kinshasa não admite.

Com a situação cada vez mais tensa, permanece a incerteza sobre quando a população de Goma voltará a ter acesso normal aos serviços bancários. Enquanto isso, o M23 enfrenta mais um obstáculo na sua tentativa de controlar não apenas o território, mas também a economia local.

PONTUAL, fonte credível de informação.