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BNA abre “cofre” de emergência e injecta milhões para salvar empresas afectadas pelas calamidades

O Banco Nacional de Angola (BNA) avançou com um pacote financeiro de cerca de 88 milhões de dólares para apoiar empresas atingidas pelas calamidades naturais registadas desde o início do ano. A medida surge numa altura crítica para vários operadores económicos, confrontados com perdas avultadas e dificuldades de recuperação

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O plano de emergência contempla três linhas de apoio financeiro, divulgadas pelo banco central no seguimento da instrução emitida a 24 de Abril. A principal novidade passa pela criação de mecanismos rápidos de liquidez destinados a evitar o colapso de empresas afectadas pelas chuvas, inundações e outros desastres naturais.

A primeira linha disponibiliza 30 mil milhões de kwanzas para a compra de Obrigações do Tesouro em moeda nacional detidas pelas empresas sinistradas, permitindo converter títulos públicos em dinheiro imediato. Já a segunda linha reserva 25 milhões de dólares para aquisição de Obrigações do Tesouro em moeda estrangeira, reforçando a capacidade das empresas em obter divisas num momento de forte pressão financeira.

A terceira e mais sensível medida prevê a venda directa de 30 milhões de dólares em divisas para reposição de equipamentos e matérias-primas destruídos pelas calamidades. As operações decorrem através de leilões semanais na plataforma Bloomberg FXGO, com limite de 500 mil dólares por empresa e acesso condicionado à validação dos bancos comerciais.

O BNA proibiu ainda os bancos de aplicarem margens “especulativas ou abusivas” no repasse das divisas às empresas beneficiárias. As linhas de apoio terão validade inicial de seis meses, embora o banco central admita prolongar os prazos ou rever as condições caso a situação económica e social se agrave.