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Calamidade em Benguela obriga a plano radical para evitar novas tragédias

O governador de Benguela anunciou um “estudo rigoroso” para encontrar uma solução definitiva para o rio Cavaco, após cheias classificadas como uma “calamidade de grandes dimensões” que deixaram mortos, desalojados e um rasto de destruição.

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Durante uma visita ao centro de acolhimento do Antigo Campismo, Manuel Nunes Júnior admitiu que o risco não se limita ao ponto onde ocorreu a ruptura do dique, alertando para várias zonas vulneráveis ao longo do rio. O responsável defende uma intervenção estrutural profunda que impeça novas inundações e garanta segurança às populações.

Os números revelam a dimensão da crise: cerca de 8000 pessoas estão desalojadas, muitas perderam as casas, enquanto o último balanço aponta para oito mortos e mais de 1600 resgatados. No terreno, decorrem trabalhos de emergência para reparar cerca de 300 metros do dique, numa operação considerada provisória.

Nos centros de acolhimento, onde se concentram milhares de pessoas só no Antigo Campismo estarão cerca de 4500, as autoridades instalaram apoio médico, estruturas de saneamento e áreas de assistência para prevenir surtos de doenças como a cólera, numa tentativa de evitar uma segunda crise, desta vez sanitária.

Entretanto, o Presidente João Lourenço deverá deslocar-se à província para avaliar a situação e reforçar a resposta institucional, num momento em que o Governo mobiliza meios de emergência e admite medidas excepcionais para acelerar apoios e salvar vidas.