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Chuvas obrigam à suspensão das aulas em toda a província. Não há condições nas escolas

O reinício das aulas foi abruptamente suspenso em Benguela, depois das chuvas violentas do fim-de-semana provocarem danos considerados de “extrema gravidade”, anunciaram esta segunda-feira as autoridades provinciais.

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A decisão afecta todo o sistema de ensino público, privado e comparticipado e surge na sequência do colapso do dique de protecção na margem esquerda do rio Cavaco, entre os bairros da Calomanda e Seta, que deixou um rasto de destruição em pelo menos oito zonas residenciais e parte da cidade.

Segundo o governo local, a tragédia fez cinco mortos, desalojou mais de 4.500 pessoas e comprometeu seriamente a mobilidade, além de provocar elevados prejuízos materiais. As populações afectadas encontram-se sob assistência, enquanto decorrem operações de resposta à emergência.

Face ao cenário de devastação, as autoridades consideram impossível garantir condições mínimas de segurança para o regresso às aulas, inicialmente previsto para esta segunda-feira, após duas semanas de férias em todo o país. A prioridade recai agora sobre a limpeza das áreas atingidas e a reposição de infra-estruturas essenciais.

O Executivo provincial não avança uma nova data para a retoma das actividades lectivas e deixa um apelo à compreensão da população, num momento em que vários bairros entre eles Calomanga, Seta Antiga, Massangarala, Compão, Capiandalo, Cawango, Cotel e Calomburaco permanecem submersos após o transbordo do rio Cavaco.