Com passado sombrio de corrupção: Diamantino Azevedo dá luz verde a Petrobras para voltar a operar no país?
A Petrobras, gigante brasileira do petróleo, com histórico polêmico envolvendo escândalos de corrupção e lavagem de dinheiro, está prestes a marcar um ´controverso´retorno a Angola. A possibilidade foi discutida nesta segunda-feira, num encontro de bastidores entre o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Diamantino Azevedo, e uma delegação da Petrobras, liderada por Sylvia dos Anjos, directora executiva de exploração e produção da empresa.

Registro autoral da fotografia
A audiência, realizada à margem da conferência Africa Energy Week na Cidade do Cabo, África do Sul, trouxe à tona os interesses mútuos de Angola e da Petrobras, mesmo com a petrolífera ainda sob os holofotes devido ao seu “cadastro sujo” em terras brasileiras. Fontes oficiais do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, em comunicado a que a Pontual teve acesso, afirmam que “as partes consideram ser de interesse mútuo o retorno da Petrobras ao país”, apesar do histórico obscuro da companhia.
A Petrobras “continua a avaliar oportunidades em Angola”, numa possível expansão que muitos consideram um “retorno sob suspeita”. Durante o encontro, Diamantino Azevedo destacou os actuais projectos angolanos no sector dos hidrocarbonetos, incluindo o projecto de amónia, reservas de fosfato, hidrogénio verde e gás de cozinha. No entanto, os críticos questionam se uma empresa com um passado manchado como o da Petrobras seria o parceiro ideal para tais investimentos.
Além da Petrobras, a delegação angolana, encabeçada por Azevedo e composta por representantes da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e da Sonangol, mantém uma agenda intensa na África do Sul, com encontros programados com outras gigantes petrolíferas, como a russa Lukoil e a norueguesa Equinor. Fontes afirmam que o ministro tem a missão de atrair investimentos para o país, mas a presença de uma empresa com um passado envolto em corrupção levanta preocupações sobre os critérios de escolha dos parceiros de Angola.
Na terça-feira, Diamantino Azevedo deverá discursar na conferência e visitar as exposições de várias empresas energéticas que operam no país, num esforço para reafirmar Angola como um destino de confiança para investimentos. Após o evento na Cidade do Cabo, Azevedo segue para Joanesburgo, onde, a 6 de novembro, presidirá ao Fórum de Investimento Mineiro, evento que deve reunir importantes empresas do setor da mineração.
A decisão do governo angolano certamente será acompanhada de perto por observadores que questionam se os interesses econômicos de curto prazo vão sobrepor-se à integridade e à transparência tão reivindicadas pelos angolanos.
PONTUAL, fonte credível de informação.
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