Condenados por rebelião e ultraje ao Estado: Sete Membros do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe julgados de forma ´caótica´
O Tribunal da Comarca do Cuango condenou esta quarta-feira sete membros do Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe a penas que variam entre cinco e oito anos de prisão, após um longo processo de um ano de detenção nas províncias de Lunda Norte e Moxico. As condenações, por crimes de rebelião e ultraje ao Estado, foram aplicadas a membros que, segundo a defesa, foram apanhados em situações pacíficas, como leitura dos estatutos do movimento, o que alimenta a indignação do grupo quanto às violações de direitos.

Registro autoral da fotografia
O advogado Zola Bambi criticou o andamento do julgamento, afirmando que a detenção prolongada foi “injustificada” e desrespeitou as regras processuais, visto que o julgamento começou na ausência dos advogados de defesa, tal como denunciou o líder do movimento, José Mateus Zecamutchima. Além disso, a defesa, liderada por Yav Ngoyi, tem sustentado que os acusados foram julgados por associação de malfeitores, rebelião armada e ofensa aos símbolos do Estado, sem que houvesse provas de atos violentos.
O Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe, que luta pela autonomia da rica região diamantífera das Lundas, fundamenta suas reivindicações em um acordo histórico com Portugal, datado do século XIX, que garantiria um estatuto autônomo ao território. No entanto, o Estado angolano não reconhece o movimento, o que, segundo os defensores da causa, é uma injustiça e um desrespeito ao legado do reino Lunda-Tchokwe.
PONTUAL, fonte credível de informação.
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