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Governo conclui segunda retirada de angolanos: evacuados de Israel chegam a Luanda após dias de medo e tensão

Oito angolanos evacuados de Israel chegaram esta sexta-feira a Luanda após dias marcados por tensão e incerteza, num resgate organizado pelo Governo angolano face ao agravamento do conflito no Médio Oriente.

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O embaixador de Angola em Israel, Nelson Cosme, explicou que esta foi a segunda fase do Plano de Contingência e Evacuação coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores. Segundo o diplomata, uma primeira operação já tinha retirado nove cidadãos há cerca de uma semana, num voo que ligou Telavive a Luanda com escala em Adis Abeba, na Etiópia.

Nesta nova etapa, a retirada implicou um percurso terrestre superior a dez horas entre Telavive e o Cairo, no Egipto, de onde os cidadãos seguiram por via aérea até Adis Abeba e depois para Angola. A decisão de avançar com nova evacuação surgiu depois de as autoridades israelitas alertarem que a actual campanha militar poderá prolongar-se.

De acordo com Nelson Cosme, não está prevista, para já, uma terceira fase, uma vez que os angolanos ainda em Israel são sobretudo religiosos ou cidadãos casados com israelitas, que preferiram permanecer junto das suas famílias enquanto aguardam por uma eventual melhoria da situação.

O secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades, Domingos Vieira Lopes, afirmou que o Executivo mantém vigilância permanente sobre a presença de angolanos em vários países da região. Nas duas fases da operação regressaram ao país 22 pessoas, todas provenientes de Israel, incluindo um cidadão que se encontrava no Bahrein, num contexto de forte instabilidade regional após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e a subsequente vaga de retaliações militares.