Qatar, Emirates, TAP e Air France a caminho do novo terminal internacional de Angola
internacionais que se preparam para transferir as suas operações para o novo Aeroporto Internacional António Agostinho Neto (AIAAN), em Luanda. A informação foi avançada pelo director-geral do Operador Temporário da infraestrutura, António Pombal, durante o 2.º Fórum de Transporte e Logística, realizado esta sexta-feira.

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A TAP, a Air France, a Emirates e a Qatar Airways estão entre as principais companhias
Segundo o responsável, estão em curso contactos regulares com todas as operadoras internacionais actualmente activas em Angola. “Mantemos reuniões quinzenais para avaliar as condições técnicas, operacionais e logísticas. Brevemente, cada companhia anunciará a data da sua transição para o novo terminal”, afirmou.
A Qatar Airways, por exemplo, já ultrapassou praticamente todos os entraves técnicos e operacionais, estando apenas a definir o calendário concreto de transferência. A TAP e a Air France já se encontram envolvidas em negociações activas, enquanto a Emirates será ouvida nos próximos dias.
De acordo com o gestor, está em vigor um decreto executivo que estabelece o prazo de 30 de Setembro para que todas as companhias manifestem formalmente a data de mudança para o AIAAN. A TAAG, companhia aérea nacional, deverá iniciar operações a partir do novo aeroporto já em Setembro.
Em funcionamento desde 2023, o AIAAN já assegura ligações regulares para Brazzaville e Kinshasa, capitais das repúblicas vizinhas do Congo e da RDC. No segmento de carga, registou até agora um movimento de 6.100 toneladas de mercadoria, excluindo a carga transportada em voos comerciais de passageiros.
A nova infraestrutura representa um investimento estatal na ordem dos 2,5 mil milhões de euros e está situada a mais de 40 quilómetros do centro da capital, no município de Icolo e Bengo. A construção teve início em 2013, mas o projecto foi revisto em 2017, culminando com a inauguração no ano passado.
Pombal salientou que todas as condições de segurança estão asseguradas. “O sistema é totalmente digitalizado, a protecção do perímetro está activa e em breve será instalado um mecanismo de contra intrusão. Não há dúvidas quanto à fiabilidade do aeroporto”, garantiu.
O novo aeroporto já começa a gerar impacto na economia local. Foram criados até agora cerca de 400 empregos directos, número que deverá subir para 600 até Setembro. Em pleno funcionamento, o AIAAN poderá empregar até 2.200 trabalhadores directos, para além de centenas de postos de trabalho indirectos em serviços de apoio como restauração, comércio e logística.
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