Refinaria de Cabinda arranca no 2.º semestre. Investidores para projecto do Lobito procuram-se
O presidente da Sonangol disse esta Terça-feira que a refinaria de Cabinda começa a operar no início do segundo semestre deste ano, enquanto a construção da Refinaria do Lobito avança financiada pela petrolífera estatal, que procura parceiros investidores.

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Sebastião Gaspar Martins disse que Angola tem estado a receber várias propostas, mas há necessidade de serem propostas mais concretas.
“O que nós estamos certos é que não queremos estar sozinhos. Estamos abertos a que haja outros parceiros que possam entrar no capital social da Refinaria do Lobito, mas enquanto este processo não estiver concretizado, a exemplo do que fizemos para o Terminal Oceânico da Barra do Dande e com os recursos que tivermos, vamos continuar com a execução do projecto”, disse Sebastião Martins, quando falava em conferência de imprensa de apresentação dos resultados referentes a 2024.
O presidente da petrolífera estatal referiu que as obras não estão paradas e a fase I do projecto da Refinaria do Lobito, na província de Benguela, está a ser conduzida pela Sonangol, salientando que há um conjunto de actividades com a presença de cerca de 2000 trabalhadores.
“Estamos abertos a parceiros, mas não vamos parar à espera que apareçam para depois arrancar com o projecto”, reiterou, acrescentando que as dificuldades ligadas ao financiamento impactam de alguma forma o projecto, mas não é factor para a continuidade da execução do mesmo.
Sebastião Martins disse que têm trabalhado para obter propostas de financiamento “que sejam as mais credíveis possíveis” e que permitam que o projecto, além do esforço da petrolífera estatal conte com investidores e o financiamento necessário.
Por outro lado, no que diz respeito à Refinaria de Cabinda vai adicionar uma capacidade de refinação inicial de 30 mil barris por dia, quando entrar em operação no início do segundo semestre de 2025.
Relativamente às obras da Refinaria do Soyo, na província do Zaire, Sebastião Gaspar Martins disse que estão em conversações com o investidor, o consórcio liderado pela americana Quanten, que está a viver algumas dificuldades na obtenção de financiamento.
“Não temos a certeza se ainda estará a ter, mas demos um prazo para haver um pronunciamento e na altura em que ele manifestar que já não tem capacidade ou que surga com alguma solução, nós vamos levar a cabo esse projecto, porque é parte da nossa estratégia de refinação”, disse.
O responsável da Sonangol disse que apesar do prazo estar praticamente expirado, a empresa pretende levar o processo “de forma bastante prudente para que do ponto de vista legal não tenha outro tipo de implicações”.
No ano passado, este assunto foi destacado pelo titular da pasta dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, ponderando a hipótese de uma rescisão do contrato.
Esta Terça-feira na sua intervenção, Diamantino Azevedo disse que “há muitos que estão contra que Angola invista na refinação”.
“Eu continuo a questionar (…) porque é que os outros países todos podem, investem no ‘down stream’ e só Angola é que não pode fazer, só em Angola é que refinarias não são rentáveis”, disse o ministro.
“Decidimos fazer essas refinarias, estamos a ter dificuldades, mas estamos a trabalhar”, disse o ministro, acrescentando que quem quiser de juntar ao projecto vai ter de atender às condições impostas.
Diamantino Azevedo disse que Angola vai continuar a desenvolver os seus projectos de acordo com as capacidades financeiras da Sonangol, enquanto não surgem parcerias, “porque é um projecto estratégico, rentável, para o país”.
C/VA
PONTUAL, fonte credível de informação.
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