Taxistas defendem aumento do preço da corrida de táxi
Segundo o presidente da ANATA, Francisco Paciente, desde há aproximadamente dez anos, entre 2014 e 2024, os taxistas angolanos “ficaram muitos mais pobres”.

Registro autoral da fotografia
Francisco Paciente, que falava em conferência de imprensa, que analisou a situação económica e social dos taxistas versus a retirada da subvenção aos combustíveis a partir do dia 30 de abril, frisou que esta situação tem como consequência a falência da frota de táxis, escassez permanente de transportes e as enchentes nas paragens de táxis.
Paciente frisou que esta situação tem como consequência a falência da frota de táxis, escassez permanente de transportes e as enchentes nas paragens de táxis.
O responsável salientou que este subsetor não recebe qualquer apoio para a manutenção ou reforço das referidas frotas de veículos, vincando que os taxistas querem um aumento de preço da corrida de táxis “ajustado à realidade económica e social dos taxistas e dos passageiros”.
“Associamos a estas dificuldades a situação da retirada da subvenção dos combustíveis”, disse Francisco Paciente, frisando que o decreto não é claro e “não se refere do ponto de vista tácito, se retira a subvenção nos cartões de combustíveis” ou se o preço da gasolina poderá verificar um possível aumento, acima dos atuais 300 kwanzas.
Decreto
No início deste mês, o Presidente angolano aprovou um decreto que vai acabar com as isenções atribuídas a algumas classes profissionais, a partir de 30 de abril próximo, no preço da gasolina, no âmbito da retirada dos subsídios aos combustíveis.
As isenções abrangem as atividades agropastoris familiares, pesca artesanal, taxistas e moto taxistas, através da entrega de cartões com um limite diário de 7.000 kwanzas (7,7 euros) para cobrir o diferencial entre os 160 kwanzas (0,17 euros) por litro, que custava a gasolina, e os atuais 300 kwanzas.
Francisco Paciente realçou que só depois da desativação dos cartões e de uma possível alteração do preço, é que a ANATA se vai pronunciar sobre o preço do táxi.
“Mas vale dizer que a subida do preço do táxi é irreversível, o táxi deve subir”, declarou o presidente da ANATA, adiantando que o preço atual de 150 kwanzas (0,16 euros) “já não se justifica, já não se adequa” para os custos operacionais existentes no mercado.
De acordo com o presidente da ANATA, vai ser apresentada uma proposta à Agência da Regulação de Preços do Ministério das Finanças baseada numa tabela de custos com a manutenção dos veículos.
Taxistas em Angola afirmam que não recebem qualquer apoio para a manutenção ou reforço das referidas frotas de veículos (foto de arquivo)© António Ambrósio/DW
Novas rotas
A situação das rotas de Luanda é igualmente outra preocupação que a associação quer ver resolvida pelas autoridades, por estarem desatualizadas há mais de dez anos, tendo já a ANATA apresentado do governo da província de Luanda uma proposta das novas rotas da cidade capital.
“Há dez anos não existiam determinadas rotas em municípios de Luanda que há hoje, entretanto, com o surgimento de novos bairros na cidade, houve necessidade de os taxistas adequarem o sistema de transporte para aquelas zonas, muitas delas de difícil acesso, o que obriga uma prévia negociação entre os taxistas e os passageiros para chegarem em determinados pontos da capital, o que é interpretado como especulação de preços ou encurtamento de rotas”, sublinhou.
“Temos hoje rotas de dois quilómetros e meio a custarem 150 kwanzas, por exemplo do Banco Nacional de Angola à Ilha de Luanda, e rotas de 35 quilómetros, como por exemplo do desvio do Zango até ao Benfica, a custar igualmente 150 kwanzas, o que não se ajusta à realidade económica e à manutenção dos veículos”, criticou.
Relativamente a uma suposta paralisação dos taxistas, na próxima semana, Francisco Paciente disse que não há esta intenção, garantindo que “Luanda não terá nenhuma manifestação”.
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