Terminal Oceânico da Barra do Dande começa a comercializar produtos em Julho
Julho é o mês previsto para o arranque da comercialização dos produtos do Terminal Oceânico da Barra do Dande (TOBD). Segundo o director do projecto, Mauro Graça, a partir desta Segunda-feira, o terminal vai “desenvolver um conjunto de actividades para que possa estar comercialmente operacional”, prevendo-se que isso aconteça durante o mês de Julho.

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“A partir de hoje, nós teremos o terminal a desenvolver um conjunto de actividades para que possa estar comercialmente operacional e isso nós prevemos que seja ao longo do mês de Julho. O objectivo é, nesta fase, termos todas as actividades, processos, procedimentos e todo comissionamento terminado”, afirmou Mauro Graça, em declarações, esta Segunda-feira, na cerimónia de inauguração, citadas num comunicado do CIPRA a que o VerAngola teve acesso.
O projecto, adianta o documento, “vai começar com pequenos volumes e aumentando gradualmente para que até ao mês Julho possa começar, tecnicamente, a actividade comercial”.
Segundo o director do projecto, a inauguração do referido terminal “torna o país mais estável, do ponto de vista energético, com condição de atender àquilo que é a demanda nacional de combustível, tornando todo o processo muito mais eficiente”.
“Com isso nós temos a possibilidade de utilizar todo o volume que o país consome, vir para aqui para o terminal e a partir daqui fazer toda a reposição de estoque pelos outros terminais, instalações de interior e com isso tornar um processo muito mais seguro, muito mais eficiente e até muito menos oneroso”, disse.
No que diz respeito ao processo de comercialização conjecturado para Julho, Mauro Graça esclareceu que a “operação não vai diferir muito do que é feito hoje”.
“Com o Terminal da Barra do Dande, nós passamos a ter a possibilidade de os navios chegarem, descarregarem totalmente o produto, estar aqui armazenado e, a partir daqui, nós vamos consumindo, seja por via terrestre, seja por via marítima, para alimentar o resto da rede”, apontou.
O responsável informou igualmente que a primeira fase do terminal, “conta com 580 mil metros cúbicos de armazenamento de combustível para atender à demanda nacional”, tendo explicado que “estão criadas as condições necessárias para atender aos dois grandes objectivos do terminal, designadamente, a constituição das reservas estratégicas e segurança nacional e tornar mais eficiente todo o processo logístico de distribuição e armazenamento de combustíveis no país”.
Já o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, considerou que o terminal vai contribuir para a independência energética de Angola, apontando que não se trata apenas de um reservatório de combustível, mas também de um “reservatório de confiança, estabilidade e crescimento” para o país.
“A inauguração desta infra-estrutura, em ano de celebração dos 50 anos da independência nacional, deve constituir um factor motivador e de orgulho para os angolanos pois, indubitavelmente, irá contribuir para atingirmos a independência energética, imprimir nova dinâmica ao desenvolvimento do nosso país e melhorar o bem-estar das nossas populações”, disse.
Na cerimónia de inauguração, Diamantino Azevedo referiu que este terminal é mais do que um reservatório de combustível: “Este terminal não é apenas um reservatório de combustível. É um reservatório de confiança, estabilidade e crescimento para Angola. Com visão estratégica e trabalho árduo, estamos a construir um país mais forte, mais resistente e pronto para o futuro”.
“Hoje o país regista um importante marco com a inauguração do Presidente da República deste importante terminal de armazenagem de combustíveis. Uma obra estruturante de importante impacto sócio-económico para o nosso país e estratégico para o segmento do downstream do petróleo e gás”, considerou ainda o ministro.
Na sua intervenção, o titular da pasta dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás destacou que esta infra-estrutura vai desempenhar um “papel preponderante no reforço da segurança energética” de Angola: “O Terminal Oceânico da Barra do Dande desempenhará um papel preponderante no reforço da segurança energética do país. Esta infra-estrutura tem uma capacidade de armazenagem actual de 532 mil metros cúbicos de combustíveis líquidos e gasosos que, por si só, nos permitirá, em situação de crise, garantir autonomia de abastecimento em todo país, por 30 dias”.
Por sua vez, Sebastião Martins, presidente do Conselho de Administração (PCA) da Sonangol, apontou o facto de o TOBD ser um “dos maiores activos da indústria”.
“O TOBD é um dos maiores activos da indústria, construído de raiz em Angola, desde a independência nacional, o maior e mais moderno terminal de combustíveis do país e, sem dúvida, um factor impulsionador para modernização do sector e melhoria da sua eficiência operacional”, referiu.
Citado pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, o PCA da petrolífera nacional também apontou a comercialização de produtos para Julho: “Com a conclusão do TOBD, estamos agora a realizar os trabalhos preparatórios para entrada em operação, sendo que a fase de comercialização de produtos para o mercado está prevista para Julho do corrente ano. Dentro dos perímetros TOBD será também erguida uma nova instalação de enchimento de gás, alimentada pelo gás aqui armazenado que terá um impacto significativo para a população”.
A governadora do Bengo, Maria Nelumba, apontou que este terminal é um “importantíssimo empreendimento que terá um forte impacto na economia nacional, em geral, e na província do Bengo, em particular, pelas valências multiplicadoras que vai agregar a curto, médio e longo prazos”.
“Este portentoso empreendimento vai contribuir significativamente para o desenvolvimento desta região da Barra do Dande”, disse, citada numa nota do CIPRA.
C/VA
PONTUAL, fonte credível de informação.
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