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Violência anti-imigrantes na África do Sul: Nativos também estão a morrer nos confrontos

A escalada da violência contra imigrantes na África do Sul atingiu níveis preocupantes, com registo de mortes, destruição de habitações e centenas de pessoas forçadas a abandonar as suas casas para escapar aos confrontos que estão a abalar várias comunidades.

Registro autoral da fotografia

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Entre as vítimas está Nhlamulo Sambo, um jovem sul-africano de 19 anos residente em Mossel Bay, na província do Cabo Ocidental, que perdeu a vida no meio dos distúrbios registados na última semana. A família considera que o caso reflecte um ambiente de forte tensão social e chegou a classificar os acontecimentos como uma “guerra tribal”, uma vez que o jovem pertencia ao grupo étnico Tsonga.

A situação tornou-se particularmente crítica em Mossel Bay, onde bairros inteiros foram mergulhados no caos. Casas foram incendiadas, saqueadas e posteriormente ocupadas por moradores locais. Segundo dados avançados pela AFP, pelo menos 55 residências foram destruídas após protestos dirigidos contra cidadãos estrangeiros, acusados por alguns grupos de retirarem oportunidades de emprego à população local.

O cenário de destruição espalhou o pânico entre centenas de famílias migrantes, sobretudo moçambicanas. Relatos locais indicam que muitos residentes abandonaram os seus lares durante a noite, receando novos ataques. As autoridades acompanham a situação, numa altura em que cresce a preocupação com o agravamento dos sentimentos xenófobos no país.

Enquanto os protestos e actos de violência continuam a gerar tensão, o medo instalou-se entre comunidades inteiras. O aumento dos confrontos e dos ataques a estrangeiros levanta novas dúvidas sobre a capacidade das autoridades sul-africanas em travar uma crise que ameaça transformar-se num dos mais graves episódios de instabilidade social dos últimos anos.