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Bebé morre após circuncisão e Ministério suspende equipa médica no Bengo

Um bebé de apenas cinco meses morreu após uma intercorrência registada momentos antes de uma circuncisão no Hospital Geral do Bengo, levando as autoridades a suspender preventivamente toda a equipa médica envolvida e a abrir averiguações urgentes ao caso.

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Há 3 horas
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A criança deu entrada na unidade hospitalar no dia 19 para um procedimento considerado de rotina. Segundo o director-geral da instituição, Geovani João Malega, durante a fase preparatória, aquando da administração de anestesia local, ocorreu subitamente um choque anafiláctico uma reacção alérgica grave. A equipa clínica prestou assistência imediata e transferiu o bebé para os cuidados intensivos em menos de cinco minutos. Apesar das manobras de reanimação e do acompanhamento multidisciplinar, a criança não resistiu.

Perante a gravidade do sucedido e as suspeitas levantadas em torno de eventual negligência, o Ministério da Saúde deslocou ao hospital uma equipa liderada pelo secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Europeu Inocêncio. A comitiva integrou ainda o vice-governador do Bengo para o sector Político, Social e Económico, José Francisco Bartolomeu Pedro, que acompanhou a verificação no terreno das circunstâncias do óbito.

Na sequência da visita, foi determinada a suspensão preventiva dos profissionais directamente ligados ao acto clínico, medida que visa salvaguardar a investigação e apurar responsabilidades. O caso gerou forte consternação na província e reacendeu o debate sobre segurança clínica em procedimentos pediátricos.

A direcção do hospital manifestou pesar pela morte da criança e apresentou condolências à família, assegurando que a instituição pauta a sua actuação por princípios de profissionalismo e humanismo. As conclusões do inquérito deverão clarificar se houve falha técnica ou se a tragédia resultou de uma reacção imprevisível.

O desfecho trágico de um acto médico tido como simples deixa agora o Hospital Geral do Bengo sob escrutínio público e institucional, numa investigação que poderá ter consequências disciplinares e criminais.

C/Correio da Kianda