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Crise: Sinmea fala em prioridades invertidas no sistema de saúde

O Sindicato Nacional dos Médicos Angolanos acusa o Governo de inverter prioridades no sector da saúde e alerta para o aumento preocupante de doenças preveníveis, numa situação que considera crítica para o futuro do país.

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m declarações no âmbito do Dia Mundial da Saúde, o presidente do Sinmea, Adriano Manuel, denunciou uma aposta excessiva em hospitais de nível terciário, em detrimento da assistência primária, apontando essa opção como um dos factores que alimenta o crescimento de doenças como malária, febre tifóide, dengue, chikungunya e tuberculose.

O responsável destacou ainda o agravamento da malnutrição crónica infantil, com estimativas que apontam para entre 40% e 45% de crianças menores de cinco anos afectadas, um aumento face aos números registados em 2017. Alertou que este cenário compromete o desenvolvimento cognitivo e pode colocar em causa o futuro do país nas próximas décadas.

Adriano Manuel foi mais longe e acusou o Executivo de privilegiar grandes infra-estruturas hospitalares por razões financeiras, questionando a sustentabilidade desses investimentos, numa altura em que, segundo afirmou, muitos hospitais enfrentam dificuldades de manutenção e escassez de medicamentos.

Apesar de reconhecer a autorização recente de fundos para aquisição de fármacos, o sindicalista insiste que o problema central reside na prevenção e no reforço da rede primária, considerando insuficiente o concurso público para quase três mil profissionais, que classificou como “uma gota no oceano” face ao défice existente.

C/VA