Detido suspeito de assassínio de cinco idosas camponesas no Cuanza Norte
A polícia anunciou, na Sexta-feira, que deteve um cidadão suspeito do assassínio de cinco idosas camponesas na província do Cuanza Norte, esclarecendo que foram mortas no total 11 anciãs nas respectivas lavras, desde Fevereiro de 2024.

Registro autoral da fotografia
A morte de idosas em lavras naquela província tem gerado protestos e indignação de actores políticos e da sociedade civil, tendo sido realizada recentemente uma marcha de repúdio, travada pela polícia nacional, que assegurou na passada Sexta-feira que os casos estão já esclarecidos.
Segundo o porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional no Cuanza Norte, inspector-chefe Edgar Salvador, com a detenção do referido suspeito, na Terça-feira, o caso está agora esclarecido, referindo que este confessou a autoria de três crimes e o envolvimento em mais dois.
“Ele confessou a autoria de três crimes, mas ainda na sequência investigativa revelou que também estava envolvido nos outros dois crimes, cujo último ocorreu no dia 17 de Fevereiro (…). E assim consumamos o esclarecimento dos cinco crimes de homicídio que havia por se esclarecer”, disse em declarações à Lusa.
Edgar Salvador revelou ainda que está já detido, desde Novembro passado, um outro suspeito de ter assassinado seis idosas em campos agrícolas, referindo que no total foram mortas, desde 1 de Fevereiro de 2024, 11 idosas camponesas, no município do Cazengo, e não 16 como tem sido divulgado.
Explicou que em toda a província ocorreram, nos últimos tempos, um total de 21 homicídios, cujos implicados foram detidos, mas os homicídios envolvendo anciãs camponeses foram 11.
“O que tem ligação com as anciãs são apenas 11 [homicídios] ocorridos no município do Cazengo, só que as pessoas tentam fazer algum aproveitamento com outros casos que também ocorreram em matagais”, justificou.
A sociedade civil e políticos saíram à rua no dia 16 de Fevereiro passado, no Cuanza Norte, em protesto contra as violações e assassínios de idosas camponesas, referindo-se na altura a 16, uma marcha travada pela polícia local e que resultou em várias detenções, incluindo de dois deputados da UNITA.
A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) condenou, na ocasião, a detenção dos deputados Francisco Falua e João Quipipa Dias, que diz terem sido vítimas de violência policial e de detenção ilegal, enquanto exerciam direitos fundamentais protegidos pela Constituição, e disse que existe um clima de “indignação, terror e medo” no Cuanza Norte.
Na Sexta-feira, o porta-voz da polícia no Cuanza Norte, reafirmou que os crimes foram já esclarecidos e a corporação desenvolve a denominada “operação lavra” para prevenir que crimes dessa natureza voltem a acontecer.
“O quadro da segurança pública [na província] é calmo. Estamos a desenvolver a operação lavra, e não há motivos de ameaças”, assegurou ainda Edgar Salvador.
C/VA
PONTUAL, fonte credível de informação.
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