0º C

03 : 39

Encerrados 26 postos de revenda de combustíveis na província do Zaire

Vinte e seis postos de revenda de combustível usados foram encerrados,sábado, por um grupo técnico de uma comissão multissectorial.

Registro autoral da fotografia

Há 6 meses
2 minutos de leitura

O grupo, constituído por especialistas de vários departamentos ministeriais, encerrou os referidos postos de revenda no âmbito do Plano de Reforço das Medidas de Contrabando de Combustível na província do Zaire.

Venceslau Lourenço, coordenador do grupo, disse, ao Jornal de Angola, que, além do encerramento dos postos, foram apreendidos 103 mil litros de combustível, entre gasolina, gasóleo, óleo de motor e outros derivados que, supostamente, estavam planeados para o contrabando na vizinha República Democrática do Congo (RDC).

A nível do município do Soyo, referiu, foram inspeccionados 12 postos de revenda de combustível, dos quais seis foram encerrados e um desactivado.

O encerramento, esclareceu, deveu-se ao facto de os postos terem a licença com prazo vencido, em alguns casos, e outros com declarações emitidas pelas administrações municipais e comunais, um acto administrativo que fere os requisitos do Instituto Regulador dos Petróleos, para o exercício de actividade de venda de combustível e seus derivados.

Na cidade de Mbanza Congo, contou, o grupo técnico deparou-se com um posto de revenda contentorizado, onde o reservatório de combustível não acoplado ao contentor, sendo que o combustível se encontrava num outro contentor. Isso dava a entender que se tratava de uma mercadoria contentorizada. “O combustível ganhou ferrugem e podia ser prejudicial, caso alguém utilizasse no seu meio de transporte”, afirmou.

A vinda do grupo técnico a província do Zaire, de acordo com Venceslau Lourenço, enquadra-se no âmbito do trabalho de fiscalização e controlo aos postos de revenda de combustível e seus derivados e aos operadores económicos que exercem a mesma actividade.

“Iniciamos a actividade no Zaire, começando pelo Cuimba e passando pelo Nóqui. Agora estamos no Soyo, depois de passarmos por Mbanza Congo. E sem medo de errar, encontramos ou identificamos postos de revenda de combustível sem as mínimas condições para o exercício dessa actividade, que requer muita cautela e prevenção”, afirmou Venceslau Lourenço, para quem “é lamentável o que se vê aqui”.

Concluída que está a visita a província do Zaire, garantiu Venceslau Lourenço, o grupo técnico, além de encaminhar os produtos apreendidos e os seus respectivos proprietários à Justiça, vai elaborar um relatório a espelhar tudo o que se observou no terreno e encaminhar a quem de direito.

 Kimbumba estimulador do descaminho

O coordenador do grupo técnico, durante os dias que trabalhou em algumas localidades do Zaire, concluiu que a zona do Kimbumba é o propulsor para o contrabando de combustível e outras mercadorias.

Segundo Venceslau Lourenço, a maior parte do combustível que entra para o município do Soyo chega, ilegalmente, à RDC, passando pelo Terminal Fluvial de Kimbumba

.

Na zona de Kimbumba, disse, existe quintais com tanques subterrâneos cujas mangueiras estão direccionadas ao rio e na calada da noite fazem a descarga do combustível em barcaça, para seguir à RDC.

Venceslau Lourenço preferiu não adiantar a este Jornal mais pormenores sobre o contrabando. “Por um lado, porque vai ser elaborado um relatório, por outro, para não atrapalhar o serviço de investigação”, justificou.

Jornal de Angola