Greve de professores na Escola Portuguesa de Luanda com adesão de 100 por cento
A greve de cinco dias dos professores da Escola Portuguesa de Luanda para reivindicarem igualdade laboral e salarial à dos colegas de Portugal, teve uma adesão de 100 por cento no primeiro dia.

Registro autoral da fotografia
A paralisação, convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), termina na Sexta-feira, e conta com a adesão dos 23 professores nestas condições, que esta Segunda-feira se posicionaram no pátio da escola com cartazes exigindo “Equidade”, “Justiça” e apelando “Não à Divisão, Sim à União”, “Mesmas Funções Iguais Condições” e “Respeito”.
Segundo Sandra Feliciano, professora há 17 anos na EPL, os professores do quadro da escola entraram em greve, devido ao silêncio do Ministério da Educação português, que, argumentou, desde o ano lectivo anterior não resolve a situação apresentada.
“O que levou a esta greve foi a falta de cumprimento de palavra dada pelo Ministério da Educação português”, disse Sandra Feliciano, salientando que no final do último ano lectivo foram prometidas “condições de equidade entre os docentes”.
“Os que são docentes da mobilidade, que vêm de Portugal, que estão aqui há alguns anos, e os professores do quadro de escola e isso não aconteceu e neste momento estamos numa situação precária”, salientou.
Sandra Feliciano comentou que os actuais salários chegam a ser inferiores ao que tinham antes de passarem a ser quadros da escola, “o que não faz sentido absolutamente nenhum”.
A docente realçou que passando aos quadros e com um estatuto diferente, foram acrescentados novos impostos, o que teve impacto no rendimento final.
De acordo com Sandra Feliciano, comparativamente aos outros colegas há “uma diferença grande” salarial, porque recebem, por exemplo, um subsídio de apoio, que os do quadro não têm.
“Achamos que temos direito a ser reconhecido o nosso trabalho da mesma forma que é o dos outros colegas, que nós fazemos todos o mesmo trabalho. A lei portuguesa determina que qualquer trabalhador que faça a mesma função que outro trabalhador deve ter o mesmo tipo de compensação e isso não está a acontecer aqui”, frisou.
Face ao silêncio das autoridades portuguesas, disse, a greve foi a última instância.
“Nós não queremos estar em greve, nós queremos dar aulas, queremos fazer o nosso trabalho e não podemos fazer o nosso trabalho, porque ninguém nos ouve, estamos há meses a escrever cartas, o sindicato também tem feito as suas intervenções junto das entidades, fizemos tudo o que pudemos fazer e não nos ouviram”, realçou.
Por sua vez, Carla Plácido, há sete anos professora na EPL, disse que a situação afecta as turmas dos professores em greve e os alunos “que estão sem professores”.
“Os professores estão na escola, mas não estão efectivamente a fazer o trabalho que lhes compete. Esta foi a última instância, não queríamos de maneira nenhuma estar em greve, mas sentimos que todas as cartas enviadas por nós (…) não obtiveram nenhuma resposta”, disse.
A única resposta foi que a situação estava a ser analisada, destacou a professora, lembrando que estes professores concorreram ao concurso em Agosto de 2024 e em Setembro iniciaram funções.
“Temos pelo menos seis meses para a situação ainda não ter ficado resolvida, o que para nós financeiramente é extremamente complicado”, referiu, considerando a falta de respostas “uma tristeza, um desgosto”.
“O Ministério nem sequer ouve. Se há falta de professores, aqueles que querem trabalhar não lhes estão a deixar trabalhar, com condições dignas, que é o que nós pretendemos, e que não haja desigualdades entre nós, porque a desigualdade promove a desunião entre os professores”, acrescentou.
C/VA
Notícias que você também pode gostar
O Governo angolano activou um plano de contingência para uma eventual evacuação voluntária de cidadãos residentes na África do Sul, face ao recrudescimento dos ataques xenófobos que voltaram a colocar a comunidade angolana sob ameaça. A estratégia já está em análise ao mais alto nível do Executivo.
Há 2 horas
Mais de 50 pessoas perderam a vida devido ao VIH/SIDA na província do Huambo durante o primeiro semestre de 2026, num período em que também foram identificados mais de 1.100 novos casos da doença. Os dados revelam um agravamento da mortalidade face ao mesmo período do ano passado e mantêm o alerta sobre o impacto da epidemia na província.
Há 3 horas
Enquanto persistem as queixas sobre a falta de medicamentos, camas e equipamentos nos hospitais públicos, o Governo Provincial de Luanda decidiu investir na expansão da rede de serviços funerários, com a construção de quatro novas morgues e a modernização de um crematório.
Há 3 horas
Mais de 3.000 famílias do município de Lucala acabam de receber um forte impulso para aumentar a produção agrícola. O Executivo inaugurou, no Cuanza Norte, os perímetros irrigados de Cacála e Coreia 1, duas infra-estruturas avaliadas em mais de seis milhões de dólares que prometem reduzir a dependência das chuvas, reforçar a segurança alimentar e acelerar o desenvolvimento económico da província.
Há 3 horas
Angola pode voltar a receber um velho protagonista do sector petrolífero. A Galp confirmou que está a analisar um eventual regresso às actividades de exploração e produção de petróleo no país, reabrindo um cenário que poderá marcar o regresso de uma das empresas com maior historial na indústria energética angolana.
Há 3 horas
A maior operação bolsista alguma vez realizada em Angola terminou com uma autêntica corrida às acções da Unitel. A procura pelos títulos da maior operadora de telecomunicações do país superou a oferta em 120 vezes, permitindo ao Estado encaixar 300,3 mil milhões de kwanzas com a alienação de 15% do capital social da empresa.
Há 3 horas
Portugal vai assumir, pela primeira vez, a presidência rotativa da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP) para o biénio 2027-2029, um marco que o presidente da Assembleia da República portuguesa, José Pedro Aguiar-Branco, classificou como uma missão de grande responsabilidade e uma oportunidade para fortalecer a organização.
Há 3 horas
Angola prepara-se para dar um passo estratégico no sector energético. O Presidente da República autorizou a concessão do sistema de transporte de energia eléctrica que permitirá interligar a rede nacional à da República Democrática do Congo (RDC), um projecto que promete reforçar a integração regional e transformar o país num importante fornecedor de electricidade na África Central.
Há 3 semanas
O Governo angolano activou um plano de contingência para uma eventual evacuação voluntária de cidadãos residentes na África do Sul, face ao recrudescimento dos ataques xenófobos que voltaram a colocar a comunidade angolana sob ameaça. A estratégia já está em análise ao mais alto nível do Executivo.
Há 2 horas
Mais de 50 pessoas perderam a vida devido ao VIH/SIDA na província do Huambo durante o primeiro semestre de 2026, num período em que também foram identificados mais de 1.100 novos casos da doença. Os dados revelam um agravamento da mortalidade face ao mesmo período do ano passado e mantêm o alerta sobre o impacto da epidemia na província.
Há 3 horas
Enquanto persistem as queixas sobre a falta de medicamentos, camas e equipamentos nos hospitais públicos, o Governo Provincial de Luanda decidiu investir na expansão da rede de serviços funerários, com a construção de quatro novas morgues e a modernização de um crematório.
Há 3 horas
Mais de 3.000 famílias do município de Lucala acabam de receber um forte impulso para aumentar a produção agrícola. O Executivo inaugurou, no Cuanza Norte, os perímetros irrigados de Cacála e Coreia 1, duas infra-estruturas avaliadas em mais de seis milhões de dólares que prometem reduzir a dependência das chuvas, reforçar a segurança alimentar e acelerar o desenvolvimento económico da província.
Há 3 horas
Angola pode voltar a receber um velho protagonista do sector petrolífero. A Galp confirmou que está a analisar um eventual regresso às actividades de exploração e produção de petróleo no país, reabrindo um cenário que poderá marcar o regresso de uma das empresas com maior historial na indústria energética angolana.
Há 3 horas
A maior operação bolsista alguma vez realizada em Angola terminou com uma autêntica corrida às acções da Unitel. A procura pelos títulos da maior operadora de telecomunicações do país superou a oferta em 120 vezes, permitindo ao Estado encaixar 300,3 mil milhões de kwanzas com a alienação de 15% do capital social da empresa.
Há 3 horas
Portugal vai assumir, pela primeira vez, a presidência rotativa da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP) para o biénio 2027-2029, um marco que o presidente da Assembleia da República portuguesa, José Pedro Aguiar-Branco, classificou como uma missão de grande responsabilidade e uma oportunidade para fortalecer a organização.
Há 3 horas
Angola prepara-se para dar um passo estratégico no sector energético. O Presidente da República autorizou a concessão do sistema de transporte de energia eléctrica que permitirá interligar a rede nacional à da República Democrática do Congo (RDC), um projecto que promete reforçar a integração regional e transformar o país num importante fornecedor de electricidade na África Central.
Há 3 semanas













