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Lima Massano desvaloriza acusações de peculato e garante estar “absolutamente tranquilo”

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, nega qualquer irregularidade na construção do Museu da Moeda e assegura estar “absolutamente tranquilo” face às acusações de peculato, tráfico de influências, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Registro autoral da fotografia

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A denúncia foi apresentada pelo activista e jornalista Rafael Marques de Morais junto da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Janeiro deste ano, e levanta suspeitas de sobrefacturação no projecto, cujo custo final disparou de 10 para 64,5 milhões de dólares.

Confrontado com a polémica durante a sua participação na II edição do “Conversas Economia 100 Makas”, José de Lima Massano desvalorizou as acusações, lembrando que o assunto já foi analisado pela PGR em 2019, quando tomou a iniciativa de enviar um dossier completo com explicações detalhadas.

“Não há sobrefacturação” nem “derrapagem de custos”, defende-se ministro

O governante nega qualquer desvio de verbas e justifica o custo elevado com a complexidade do projecto.

“Aquilo é água, então pegámos numa caixa e enterrámos lá em baixo”, afirmou, sublinhando que o museu foi construído sob o solo para cumprir exigências técnicas e de segurança.

Massano refuta a ideia de que o custo inicial de 10 milhões de dólares representava o valor final da obra. Segundo ele, esse montante referia-se apenas ao desenho básico do projecto, sem considerar os contratos subsequentes para fundação, estrutura e finalização do edifício subterrâneo.

“O custo associado ao desenho inicial mal chegava para fazer o buraco onde o museu foi construído”, justificou.

“Orgulho do trabalho feito” e confiança na PGR

O ministro destaca que a sua passagem pelo Banco Nacional de Angola (BNA) foi pautada por rigor e transparência, garantindo que todas as contas foram apresentadas e auditadas dentro dos prazos legais.

“Tenho muito orgulho do trabalho feito no Banco Nacional de Angola, onde as nossas contas foram sempre entregues dentro do prazo e auditadas”, sublinhou.

Apesar das acusações, José de Lima Massano mantém-se firme e reafirma a confiança na Justiça angolana. “Estou absolutamente tranquilo em relação a essa matéria e a qualquer outra que envolva a gestão do património público”, declarou.

Enquanto isso, a denúncia continua sob apreciação da Procuradoria-Geral da República, mantendo a expectativa sobre possíveis desenvolvimentos do caso.

C/Lusa