Luís Epalanga: «Crescimento económico só é válido se criar empregos»
O secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, defendeu esta sexta-feira, em Luanda, que o crescimento económico do país deve traduzir-se em melhorias reais na qualidade de vida dos cidadãos, nomeadamente na redução da pobreza e na criação de oportunidades de emprego, sobretudo para a juventude.

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A intervenção do governante ocorreu na abertura do evento Academia Banco Mundial, que serviu de palco à apresentação de três instrumentos analíticos da instituição: o primeiro Relatório Económico de Angola, o Memorando Económico do País e o Diagnóstico do Sector Privado. A sessão decorreu no contexto da visita de uma delegação de alto nível do Banco Mundial a Angola, incluindo o vice-presidente regional para África Oriental e Austral, Ndiamé Diop, e o director-geral sénior, Axel van Trotsenburg.
Segundo Luís Epalanga, os relatórios apresentados são ferramentas de apoio à formulação de políticas públicas assentes em evidência e com maior impacto económico e social. “Estes estudos oferecem pistas estratégicas para o investimento privado e para a acção governativa, identificando entraves, mas também oportunidades em áreas como a agricultura, indústria transformadora, energia, infra-estruturas e serviços financeiros e digitais”, afirmou.
O secretário de Estado destacou ainda o contributo destes instrumentos para o reforço da transparência, previsibilidade e confiança no ambiente de negócios, pilares considerados essenciais para atrair investimento e aprofundar o diálogo com a sociedade civil.
Referindo-se ao desempenho económico recente, Epalanga assinalou que Angola registou um crescimento do PIB de cerca de 4% no primeiro trimestre de 2025, sustentado sobretudo pelo dinamismo do sector não petrolífero, que cresceu 5,4%. Entre os subsectores com melhor desempenho estão a agricultura (5,7%), o comércio (2%) e a indústria transformadora (2%).
Apesar dos progressos registados, como a descida da inflação e a redução da taxa de desemprego de 32% para 29,4% no espaço de um ano, o governante alertou para a persistência de desafios estruturais. Entre eles, destacou a dependência da economia em relação ao petróleo, que continua a representar mais de 80% das exportações e cerca de 30% da receita fiscal.
Para o secretário de Estado, o caminho passa pela continuidade das reformas económicas em curso, visando diversificar as fontes de crescimento, estabilizar o quadro macroeconómico e promover a inclusão social e financeira.
A visita da delegação do Banco Mundial a Angola insere-se no reforço da cooperação com o país e no acompanhamento das políticas públicas de desenvolvimento, com foco na consolidação de reformas e na dinamização do sector privado.
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