Ministra da Saúde anuncia início dos transplantes de medula e rim no próximo ano
Angola pode estar a um passo de uma revolução médica. A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, anunciou que o país prevê iniciar, já no próximo ano, transplantes de medula óssea e rim, um avanço histórico que colocará o sistema nacional de saúde num novo patamar de especialização e capacidade cirúrgica.

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Em declarações à Angop, a governante revelou que os preparativos estão em curso para viabilizar as primeiras intervenções do género em território nacional. “A nossa meta é, no próximo ano, começar com transplantes de medula e transplantes renais”, afirmou, sublinhando que o país já domina cirurgias de alta complexidade em várias especialidades.
Entre os progressos alcançados, Sílvia Lutucuta destacou a introdução da telecirurgia robótica — um marco tecnológico que posicionou Angola como o primeiro país africano a realizar uma operação à distância de 17 mil quilómetros, em ligação com uma equipa médica em Orlando, nos Estados Unidos. “Hoje, fazemos cirurgias à próstata, ginecológicas e de coluna com recurso à robótica. É uma mudança sem precedentes”, frisou.
A ministra salientou ainda os ganhos registados na neurocirurgia, área que, segundo disse, “tem salvado inúmeras vidas”. Recordou que, há alguns anos, um doente com AVC hemorrágico ficava sem esperança de intervenção, cenário que mudou graças ao investimento em equipamentos e formação especializada.
Outro objectivo do sector passa pela criação de um instituto oftalmológico e pela expansão da rede de tratamento oncológico, com cinco pólos regionais de quimioterapia. “Queremos evitar que doentes percorram longas distâncias para tratamentos prolongados”, explicou, revelando também planos para o novo hospital do cancro e a subvenção de medicamentos destinados a doenças crónicas, como a hipertensão arterial.
Sílvia Lutucuta acrescentou que o país trabalha para reduzir a dependência de juntas médicas no exterior, um “grande sonho” que começa a concretizar-se. “Estamos a encerrar o sector de Portugal e a concentrar os casos de alta complexidade apenas na África do Sul, até termos plena capacidade interna”, concluiu a ministra, confiante de que o futuro da medicina angolana se fará cada vez mais dentro das suas fronteiras.
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