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Ordem dos Médicos admite problemas e reforça fiscalização da profissão

A Ordem dos Médicos Angolanos admitiu a existência de comportamentos antiéticos entre alguns profissionais e garantiu que eventuais infractores serão responsabilizados. A posição foi assumida esta terça-feira pela bastonária Jeovita André, que afirmou que a instituição condena de forma firme atitudes contrárias aos princípios deontológicos da medicina.

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As declarações surgiram após uma audiência com a vice-Presidente da República, Esperança da Costa, em Luanda, durante a qual a responsável assegurou que a ordem está empenhada em investigar situações irregulares e aplicar sanções disciplinares sempre que se confirmem violações das normas profissionais.

Jeovita André reiterou ainda o compromisso da classe médica com o cumprimento rigoroso das regras éticas e defendeu maior empatia e humanização no atendimento aos utentes, sublinhando que a qualidade dos cuidados de saúde depende também da forma como os profissionais se relacionam com os pacientes.

Durante o encontro, a bastonária apresentou à vice-Presidente as conclusões do fórum realizado a 26 de Janeiro, por ocasião do Dia do Médico em Angola, que reuniu mais de 600 profissionais e permitiu avaliar os principais desafios do Sistema Nacional de Saúde. Entre os temas discutidos estiveram as condições de trabalho, a formação de quadros e a necessidade de reforçar a investigação científica.

A Ordem dos Médicos, que conta actualmente com 15.707 profissionais inscritos, incluindo 2600 dentistas e 1600 médicos estrangeiros, anunciou também iniciativas para fortalecer a ética profissional e preparar novos médicos para a função pública. Apesar de reconhecer avanços no sector, Jeovita André advertiu que persistem problemas estruturais que exigem maior atenção das autoridades.