Primeiro laboratório de controlo de qualidade de medicamentos começa a funcionar em 2027
O primeiro laboratório de controlo de qualidade de medicamentos do país deverá entrar em funcionamento em 2027. De momento, estão a ser finalizadas “questões administrativas e que têm a ver com o financiamento para este projecto”, que se prevê que arranque no final deste ano ou início do próximo, esclareceu a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, apontando que em 2027 “seguramente” o país terá o laboratório a funcionar.

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“Estamos aqui apenas a finalizar as questões administrativas e que têm a ver com o financiamento para este projecto, mas no final deste ano ou princípio do próximo terá início e em 2027 seguramente teremos o nosso Laboratório de Controlo de Qualidade a funcionar, porque já consta do Orçamento Geral do Estado 2025”, disse a titular da pasta da Saúde, no âmbito do lançamento da primeira pedra da futura unidade da Thera Produtos Farmacêuticos, que será instalada na Zona Económica Especial (ZEE).
Segundo um comunicado da ZEE Luanda-Bengo, a cerimónia de lançamento decorreu na manhã desta Segunda-feira e foi testemunhada, além de Sílvia Lutucuta, por figuras de destaque do sector público e privado, como o presidente do Conselho de Administração (PCA) da ZEE EP, Manuel Pedro.
Prevê-se que o projecto arranque com a produção em Julho de 2027.
“O empreendimento, considerado estratégico para o desenvolvimento do sector farmacêutico em Angola, tem previsão de início de produção para Julho de 2027. A nova unidade contará com tecnologia de ponta e processos produtivos alinhados com os padrões internacionais de qualidade e segurança”, lê-se na nota.
Na ocasião, a ministra também destacou a relevância deste projecto para Angola, considerando-o como “um passo relevante” em direcção à “soberania” na área por si dirigida.
“Este investimento insere-se nas prioridades do Executivo angolano, que visa criar condições para o investimento privado e fomentar o crescimento da indústria farmacêutica nacional. Acreditamos que, com esta unidade na ZEE, teremos acesso a medicamentos de qualidade e certificados, reduzindo a dependência das importações”, apontou Sílvia Lutucuta.
Segundo a Angop, neste momento, para suprir este déficit, há os mini-labs tutelados pela Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologias de Saúde (Armed) e que fazem o controlo da qualidade dos produtos mais frequentemente usados, além de utilizarem os laboratórios de referência como o de Zimbabué, certificado pela Organização Mundial de Saúde.
De acordo com a ministra da Saúde, citada pela Angop, que não adiantou o valor que o Estado vai poupar com a produção de medicamentos a nível nacional, mais de 300 milhões de dólares são gastos anualmente pelo país nas principais áreas da saúde, destacando saúde pública, malária, HIV, tuberculose, saúde reprodutiva, doenças crónicas não transmissíveis e vacinas.
Assim, adiantou que vão ser produzidos medicamentos antimaláricos, antirretrovirais, tuberculostáticos e para doenças crónicas não transmissíveis, entre outros como soros, analgésicos, etc.
No âmbito das iniciativas de apoio à esfera privada, esclareceu que o Executivo estabeleceu um ecossistema necessário com uma regulamentação mais acessível, sempre fiscalizando a qualidade e obedecendo às normas internacionais, onde a indústria farmacêutica se encontra incluída.
“Neste contexto, o Presidente da República, tem estado muito preocupado com este segmento do nosso sector, que é a indústria farmacêutica, porque por esta altura importamos tudo e a importação de medicamentos é sempre cada vez mais difícil para as necessidades do mercado e tendo aqui interlocutores sérios e com medicamentos de qualidade, colmata parte deste deficit”, disse.
“Temos estado a incentivar, para além da fabricação de medicamentos, o fabrico de vacinas, que é de grande importância também para nós, para o nosso continente, até porque há iniciativas na União Africana para o incentivo da indústria farmacêutica e de vacinas aqui no nosso continente”, acrescentou, citada pela Angop.
Já Rafael Prata, PCA da Thera Produtos Farmacêuticos, referiu que o projecto “representa um compromisso firme com o desenvolvimento económico e social” do país.
“O lançamento desta pedra fundamental simboliza o início de uma jornada que irá gerar emprego, transferir conhecimento e posicionar Angola no mercado farmacêutico internacional”, disse, citado na nota da ZEE.
C/VA
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