Queda no petróleo condiciona investimento estrangeiro no país
O investimento directo estrangeiro (IDE) em Angola registou uma queda de 40% no segundo trimestre de 2025, fixando-se em 1,52 mil milhões de dólares, influenciado sobretudo pela desaceleração do sector petrolífero, que continua a dominar a captação de capitais no país.

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De acordo com dados do Banco Nacional de Angola (BNA), analisados pelo Banco Millenium Atlântico, o petróleo representou 1,42 mil milhões de dólares do total, valor que traduz uma descida de 42,9% face ao período homólogo. Já o sector não petrolífero contrariou a tendência, duplicando o volume captado: 98,6 milhões de dólares, mais 120% do que em 2024.
No acumulado do primeiro semestre, o IDE somou 4,25 mil milhões de dólares, dos quais 92% ligados à indústria petrolífera. Apesar da redução na entrada de capital, o saldo líquido de investimento atingiu 576,6 milhões de dólares, acima dos 468,3 milhões registados um ano antes e o nível mais elevado desde 2016.
A melhoria deve-se, em grande parte, à moderação nas saídas de capital. Entre Abril e Junho, estas caíram 54%, para 940,7 milhões de dólares — o valor mais baixo desde 2015. O recuo foi explicado por um desinvestimento menos expressivo no sector petrolífero, o que, segundo o Atlântico, evidencia sinais positivos do ambiente de negócios num contexto de preços baixos e limitações de produção.
Por outro lado, registou-se um aumento das saídas de capital de investidores angolanos para o exterior, que passaram de 6,27 milhões de dólares para 62,41 milhões no trimestre em análise. O montante foi liderado pelo petróleo (43,78 milhões) e reforçado pelo sector não petrolífero, que quase triplicou as saídas, atingindo 18,63 milhões de dólares. No total do semestre, o desinvestimento de nacionais no estrangeiro somou 79,3 milhões de dólares.
Segundo o Relatório de Investimento Mundial de 2024, da UNCTAD, Angola detinha um ‘stock’ de IDE estrangeiro de 12,14 mil milhões de dólares, ainda distante dos máximos de 2010 (32,46 mil milhões). Já os investimentos de angolanos no exterior estavam avaliados em 5,32 mil milhões de dólares.
Para os analistas, a redução nas saídas, mais do que o incremento das entradas, reforça a confiança dos investidores, contribui para aliviar a pressão cambial e cria condições para maior estabilidade económica no médio prazo.
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