UNITA acusa Governo de virar costas ao diálogo pela reconciliação nacional
O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, criticou duramente a ausência do Governo no Congresso Nacional da Reconciliação, que decorre em Luanda, considerando que “Angola não está reconciliada” e que o país “ainda não corresponde ao sonho de uma nação justa e inclusiva”.

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À margem do encontro, promovido pela Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), o dirigente lamentou que o Executivo não se tenha feito representar num evento “que devia simbolizar um acto de diálogo e compromisso nacional”. “O país que temos hoje não é o que sonhámos. Espero que, depois deste congresso, consigamos melhorar o quadro do país real”, afirmou.
O congresso, que visa promover compromissos concretos para uma nova etapa de reconciliação e unidade nacional, conta com a participação de deputados, líderes religiosos, activistas e representantes da sociedade civil. Contudo, foi notória a ausência de membros do Governo, incluindo do Presidente João Lourenço, que alegou incompatibilidade de agenda devido à cerimónia de condecorações no âmbito dos 50 anos da independência.
Adalberto Costa Júnior classificou essa coincidência como “de mau gosto” e interpretou-a como um sinal de que “o alinhamento para a verdadeira reconciliação ainda está longe do ideal”. Sublinhou que a reconciliação nacional continua incompleta, recordando que, desde o fim da guerra em 2002, “há pendentes que permanecem por resolver”, como a integração de antigos combatentes, viúvas e órfãos ainda sem reconhecimento.
O líder da oposição criticou igualmente a polémica em torno das condecorações póstumas aos fundadores da UNITA e da FNLA, Jonas Savimbi e Holden Roberto, afirmando que ambos “proporcionaram aos angolanos a oportunidade de se reencontrarem como nação independente” e que “adiar o reconhecimento desses méritos foi desnecessário e lamentável”.
Apesar das críticas, Adalberto Costa Júnior reiterou que a UNITA continuará a privilegiar o diálogo e a participar em todas as iniciativas que promovam uma Angola mais justa e democrática. “Estamos nos 50 anos da inclusão, não ainda nos 50 anos da democracia. Mas acreditamos que só através do diálogo construiremos a Angola que todos desejamos”, concluiu.
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