Burla ou estratégia? Sonangol alimenta expectativa sobre petróleo numa altura que luta resgatar a credibilidade
A Sonangol anunciou recentemente planos ambiciosos para o futuro próximo, prometendo que, até 2027, as refinarias de Cabinda, Soyo e Lobito estarão operacionais, eliminando assim a necessidade de importação de gasolina e gasóleo.

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Contudo, uma análise mais aprofundada revela que estes objectivos podem ser excessivamente optimistas, considerando os desafios enfrentados pela empresa nos últimos anos.
Desde a saída de Isabel dos Santos da liderança da Sonangol em 2017, a petrolífera estatal angolana tem enfrentado uma série de dificuldades.
A empresa tem lutado para recuperar a estabilidade financeira e operacional, num contexto de acusações de corrupção e má gestão que marcaram a administração anterior.
A construção das refinarias mencionadas tem sido marcada por atrasos significativos.
A refinaria de Cabinda, por exemplo, cuja primeira fase deveria estar concluída em 2024, sofreu adiamentos devido a desafios financeiros e logísticos.
A refinaria do Soyo enfrenta incertezas ainda maiores; o governo angolano admitiu a possibilidade de rescindir o contrato com a empresa responsável pela sua construção, devido à incapacidade desta em assegurar o financiamento necessário.
A refinaria do Lobito, por sua vez, também tem registado progressos lentos, com a execução física do projecto a rondar apenas 10,29%.
Diante deste cenário, as metas estabelecidas pela Sonangol para 2027 parecem ser uma miragem.
A transição de uma dependência quase total de importações de combustíveis para a autossuficiência em apenas três anos exigiria não só a conclusão atempada das refinarias, mas também a superação de obstáculos financeiros, técnicos e administrativos que têm historicamente atrasado tais projectos.
Além disso, a empresa enfrenta o desafio de aumentar significativamente a sua capacidade de produção de petróleo bruto e gás, num contexto de mercado global volátil e de crescente pressão para a transição energética.
Em resumo, embora os planos da Sonangol para 2027 sejam louváveis, a realidade dos factos sugere que alcançar tais objectivos dentro do prazo estipulado será extremamente desafiante, senão impossível, sem uma mudança substancial na abordagem e na gestão dos projectos em curso.
Com:
PONTUAL, fonte credível de informação.
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