Comandante da Polícia reconhece morte de mulher na Caop e invoca legítima defesa dos agente
O Comandante-Geral da Polícia Nacional, Francisco da Silva, reconheceu que a cidadã Silvi Mubiala, de 33 anos, foi abatida por efectivos da corporação durante os recentes tumultos em Luanda, justificando a actuação com a necessidade de proteger a integridade física dos agentes e restaurar a ordem pública.

Registro autoral da fotografia
A declaração foi feita esta Quinta-feira, no final de uma visita a uma esquadra vandalizada no município de Viana, um dos epicentros dos protestos registados entre Segunda e Quarta-feira, na sequência da paralisação convocada por taxistas contra o aumento dos combustíveis e das tarifas de transporte.
Segundo o comandante, a mulher cuja morte, filmada e partilhada nas redes sociais, causou forte comoção pública integrava um grupo de indivíduos alegadamente envolvidos em actos de pilhagem e desordem. “Era uma cidadã estrangeira, possivelmente em situação migratória irregular, que fazia parte dos grupos que realizavam pilhagem, roubos e desordem na via pública”, afirmou Francisco da Silva, sublinhando que “a integridade física do agente deve ser salvaguardada em primeira instância”.
As imagens que correram as redes sociais mostram a mulher caída no chão, junto ao filho menor, em estado de choque. Testemunhas locais, ouvidas pela imprensa, contestam a versão oficial e afirmam que Silvi Mubiala foi atingida à queima-roupa quando tentava encontrar o filho perdido no meio dos distúrbios, na zona da Caop B, periferia de Luanda.
O comandante lamentou a morte, mas defendeu a actuação da polícia como resposta a comportamentos “reprováveis”, frisando que os agentes usaram “meios coercivos legitimados por lei”. Acrescentou ainda que, apesar dos apelos à calma feitos inicialmente, os manifestantes insistiram em confrontar as forças da ordem, obrigando ao uso de gás lacrimogéneo e de outras medidas de contenção, incluindo munições letais em alguns casos.
Sobre a resposta operacional, Francisco da Silva reforçou que a actuação visou “evitar que o Estado fosse posto em causa”. E insistiu que “em nenhuma parte do mundo a polícia permite que esquadras sejam vandalizadas, ou bens públicos e privados sejam destruídos”.
Durante os protestos, as autoridades confirmaram a morte de 22 pessoas, 197 feridos e mais de 1200 detenções. Um agente da Polícia também perdeu a vida na província de Icolo e Bengo, atingido por um disparo enquanto tentava conter actos de vandalismo.
A morte de Silvi Mubiala, mãe de seis filhos, cuja história foi amplamente divulgada, continua a gerar apelos por justiça e apoio à família enlutada. Testemunhas e moradores do bairro exigem esclarecimentos e responsabilização dos autores do disparo. “Ela não era manifestante. Saiu apenas para procurar o filho”, disse um dos vizinhos.
A Polícia Nacional, até ao momento, não anunciou a abertura de um inquérito específico ao caso.
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