0º C

11 : 09

Fim da pesca ilegal? Governo lança ofensiva tecnológica para vigiar os mares com drones e inteligência artificial

O Governo prepara-se para apertar o controlo sobre as actividades marítimas, recorrendo a drones e tecnologia de ponta para monitorizar os mares nacionais como nunca antes. A medida, justificada com a necessidade de garantir uma pesca sustentável e travar irregularidades, insere-se num plano ambicioso de fiscalização que promete mudar as regras do jogo para pescadores e operadores marítimos.

Registro autoral da fotografia

Há 4 semanas
2 minutos de leitura

Através do decreto presidencial n.º 56/25, de 25 de Fevereiro, o Executivo autoriza o uso de Sistemas de Identificação Automática (AIS), Sistemas de Monitorização Contínua de Embarcações (VMS) e uma frota de drones para patrulhar as águas nacionais. A promessa é clara: nenhum barco escapará ao olhar digital das autoridades.

“A implementação destas tecnologias vai permitir um controlo sem precedentes sobre as embarcações, assegurando total transparência no licenciamento e uma gestão sustentável dos recursos marinhos”, refere o Governo em comunicado.

Fim da pesca ilegal? Novo sistema vigia cada movimento no mar

Além da vigilância aérea, o plano inclui a criação de plataformas de dados integradas, capazes de analisar em tempo real cada actividade no oceano. O licenciamento das embarcações será ajustado ao Total Admissível de Capturas (TAC), garantindo que a pesca não ultrapassa os limites sustentáveis.

Mas as mudanças não se ficam por aqui. Para financiar este novo modelo de fiscalização e modernização da frota, o Governo aposta em fontes alternativas, como o financiamento verde, parcerias público-privadas (PPP) e até microfinanciamento. A internacionalização do sector também entra na equação, com possíveis acordos de cooperação e assistência técnica para reforçar a sustentabilidade do mercado pesqueiro.

Pescadores terão de se adaptar ou abandonar o sector

Os profissionais da pesca serão obrigados a acompanhar esta revolução tecnológica. O decreto prevê formação contínua para pescadores e gestores de frota, abordando temas como práticas sustentáveis, uso de novas tecnologias e estratégias de gestão.

A mensagem do Governo é clara: quem não se adaptar às novas exigências poderá perder espaço no sector. “O objectivo é garantir que os operadores estejam preparados para utilizar tecnologias inovadoras e adoptar métodos de exploração que minimizem o impacto ambiental”, sublinha o comunicado.

Com esta medida, o Executivo promete reforçar a fiscalização, mas também gerar novas oportunidades económicas e sociais para as comunidades piscatórias. Resta saber como os pescadores irão reagir a um controlo tão apertado e a uma revolução tecnológica que promete transformar para sempre a actividade nos mares angolanos.

PONTUAL, fonte credível de informação.