Inflação em Angola dispara: Oxford Economics prevê mais dor para os bolsos dos angolanos em 2025
Os angolanos enfrentam tempos difíceis com a inflação galopante. A consultora britânica Oxford Economics projeta uma subida brutal dos preços para este ano, com a inflação a alcançar os 19,2%, após uma impressionante marca de 28,1% registada em 2024. Estes números revelam um cenário de deterioração económica que não dá sinais claros de alívio imediato.

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De acordo com os analistas, a desvalorização contínua da moeda nacional é o principal motor por detrás da escalada de preços. O kwanza, que já sofreu um duro golpe em 2024 ao descer para 871,5 por dólar, deverá cair ainda mais em 2025, com a média projetada de 927,4 kwanzas por dólar. Tal desvalorização está a manter a inflação sob constante pressão, agravando o custo de vida para os angolanos.
“Embora se espere algum abrandamento devido aos efeitos de base e à ausência de pressões significativas das matérias-primas, a desvalorização do kwanza continuará a alimentar o aumento dos preços”, alertam os especialistas da Oxford Economics.
Preços em Luanda disparam acima da média nacional
A capital angolana é o epicentro desta crise inflacionária. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados recentemente, Luanda registou um aumento estrondoso de 32,18% nos preços em dezembro de 2024, em comparação com dezembro de 2023. Trata-se de um salto de 6,16 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, colocando uma pressão colossal sobre os cidadãos da maior província do país.
Apesar de os analistas preverem uma desaceleração da inflação global para 19,2% em 2025, o ritmo ainda é alarmante para uma economia já fragilizada. Em dezembro de 2024, por exemplo, a variação homóloga da inflação atingiu 27,5%, refletindo o impacto persistente da crise económica no país.
Perspetivas sombrias para 2025
Enquanto o governo tenta lidar com uma economia marcada pela instabilidade cambial e pela volatilidade global, os efeitos no dia-a-dia dos angolanos são devastadores. Produtos essenciais tornam-se cada vez mais inacessíveis, e as famílias têm de apertar ainda mais o cinto.
Os números falam por si: em dezembro de 2024, o índice de preços subiu 1,7% em comparação com o mês anterior, confirmando que o fantasma da inflação continua a assombrar Angola. Embora as pressões externas possam reduzir, a desvalorização do kwanza e a falta de reformas estruturais profundas deixam poucas margens para otimismo.
Com os preços fora de controlo e a moeda a perder valor de forma acelerada, os angolanos enfrentam um 2025 repleto de incertezas e sacrifícios. A economia, já sobrecarregada, exige respostas urgentes e eficazes para evitar um colapso ainda maior.
PONTUAL, fonte credível de informação.
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