EUA querem aprofundar cooperação militar com Angola e reforçam presença estratégica em África
O Comando Militar dos Estados Unidos para África (AFRICOM) pretende estreitar os laços de cooperação com Angola em matéria de segurança e formação militar, reafirmando o seu compromisso com a estabilidade do continente. A garantia foi dada esta semana, em Luanda, pelo tenente-general John W. Brennan, subcomandante do AFRICOM, no âmbito de uma visita oficial ao país.

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Segundo o responsável militar, o objectivo central da deslocação é “explorar novas formas de cooperação” com as autoridades angolanas, numa altura em que as relações entre os dois países conhecem um dinamismo crescente, sobretudo no domínio da defesa e segurança.
Durante a estadia em Angola, forças especiais norte-americanas e angolanas participaram num exercício militar conjunto em Cabo Ledo o quinto desde 2022 consolidando a parceria estratégica bilateral. Brennan sublinhou que este tipo de acções conjuntas tem permitido o reforço das capacidades operacionais das forças angolanas e contribuído para um ambiente de maior segurança e desenvolvimento económico.
“O investimento na segurança é também um investimento no crescimento económico de Angola e na protecção dos interesses de investimento dos EUA no país”, afirmou o general, que afastou, no entanto, a possibilidade de instalação de uma base militar americana em território angolano. A sede do AFRICOM permanece, por razões logísticas, na Alemanha.
O alto responsável militar considerou ainda que a estabilidade em Angola e na região é um factor decisivo para atrair mais investimento norte-americano, nomeadamente em projectos como o Corredor do Lobito, onde empresas dos EUA têm vindo a manifestar crescente interesse. Nesse sentido, destacou que os exercícios realizados em África são liderados pelos Estados parceiros, em respeito pela soberania dos mesmos.
Também o embaixador Robert Scott, comandante adjunto para o Envolvimento Cívico-Militar do AFRICOM, defendeu que um ambiente seguro é condição essencial para garantir prosperidade. “As empresas americanas estão mais confiantes em investir em Angola porque há sinais claros de estabilidade. Os militares têm desempenhado um papel importante nesse esforço”, observou.
O subcomandante do AFRICOM assegurou ainda que os Estados Unidos manterão a sua missão no continente africano, em linha com as orientações da actual administração norte-americana, que vê na segurança regional um pilar essencial para travar o avanço de redes terroristas.
“Não há dúvidas quanto à continuidade da missão do AFRICOM. Estamos empenhados em formar mais parcerias africanas e responder de forma coordenada a crises emergentes. O objectivo é uma África segura e próspera”, afirmou Brennan, referindo que cerca de 5.000 militares norte-americanos estão actualmente destacados em diversas regiões do continente.
Questionado sobre a crescente presença da Rússia e da China em África, Brennan respondeu com reservas, acusando ambos os países de recorrerem à “propaganda” e à “manipulação informativa” para descredibilizar a actuação dos EUA. Sublinhou, contudo, que a única base militar externa da China no continente se encontra no Djibuti, enquanto a Rússia, segundo disse, “opera através de empresas militares privadas”.
As declarações de Brennan inserem-se num contexto de competição estratégica crescente em África, com várias potências globais a disputar influência num continente com vastos recursos naturais e crescente relevância geopolítica. A aproximação entre Angola e os Estados Unidos reflecte, neste cenário, uma aposta mútua na cooperação estruturada, com ganhos no campo da segurança, da economia e da diplomacia.
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