MILHÕES DESPERDIÇADOS: Central Fotovoltaica inaugurada no Moxico não funciona
A energia prometida, limpa e ininterrupta, não passa de uma miragem. As deficiências técnicas, como a ausência de acumuladores nos painéis solares, significam que a central só funciona durante o dia, deixando a cidade na escuridão todas as noites. Este facto inexplicável gera dúvidas sobre a eficácia e a transparência do projecto que subtraiu cerca de 34 milhões de Dólares aos cofres do Estado.

Registro autoral da fotografia
Um investimento monumental de mais de 36,9 milhões de euros (cerca de 34 milhões de dólares) foi lançado com pompa e circunstância para a construção de uma central fotovoltaica no Moxico. Contudo, após a inauguração, aos 24 de maio, pelo Ministro da Energia e Água, João Baptista Borges, a população local continua a enfrentar apagões constantes e insuportáveis.
Prometida como a solução definitiva para os problemas de electricidade, a central fotovoltaica deveria beneficiar aproximadamente 59 mil habitantes. Durante a cerimônia de inauguração, Borges garantiu que esta nova infraestrutura, junto com as quatro outras centrais existentes (três térmicas e uma hídrica em Luachimo), eliminaria as interrupções na distribuição de energia e reduziria os custos elevados com combustíveis para as centrais térmicas. No entanto, a realidade é um contraste gritante.
Nos últimos dias, a cidade de Luena sofreu um apagão prolongado de 72 horas, resultando em danos materiais consideráveis, especialmente em bens perecíveis. A população está revoltada e exige a exoneração imediata do Ministro João Baptista Borges, acusando-o de incompetência e desonestidade.
Os residentes do Moxico sentem-se traídos e clamam por uma intervenção rápida do governo central. A indignação cresce a cada dia, enquanto a promessa de um futuro energético sustentável permanece distante.
População exige exonoração do Ministro
“Fomos enganados! O Ministro disse que os problemas de electricidade seriam resolvidos, mas nada mudou. É uma vergonha!”, desabafou um morador.
A ´fúria´ popular está no auge. O clamor por mudanças no alto escalão do Ministério da Energia e Água ecoa pelas ruas do Luena. A paciência esgotou-se e a demanda por justiça energética é urgente.

Enquanto isso, o enorme investimento de milhões de euros jaz desperdiçado, sem trazer a prometida luz ao povo de Moxico. A energia limpa e sustentável, tão propagandeada, continua a ser um sonho distante para uma população que vive, literalmente, nas sombras da má gestão e das promessas não cumpridas.
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